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Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Tudo o que você precisa saber para fazer uma compra com segurança

GUIA DEFINITIVO PARA MONTAR O SEU COMPUTADOR PARA SOLIDWORKS

Chegou a hora de responder à pergunta mais recorrente nos grupos de engenharia…

Qual o melhor computador para SolidWorks?

  • Intel ou AMD?
  • Nvidia ou AMD?
  • Qual processador escolher?
  • Quanto de memória devo utilizar?
  • Qual a melhor placa de vídeo?
  • E uma dúvida cruel… Devo investir em um equipamento gamer?

Se você tem estas dúvidas, leia este artigo que você vai aprender e entender.

De uma vez por todas!

Agora, se você não tem tempo e só quer mesmo uma recomendação, vá direto para conclusão e siga as recomendações. 😎

Índice

Os 3 Grandes Mercados (O Terceiro certamente é o seu)

Para iniciar a nossa escolha, devemos primeiro analisar o destino do computador e aqui eu faço três grandes divisões:

     1 – Grandes Indústrias

     2 – Pequenas Indústrias, Escritórios e Freelancers

     3 – Estudantes, Entusiastas e Freelancers

Computador para SolidWorks _Os 3 Grandes Mercados (O Terceiro certamente é o seu)

1. Para Grandes Indústrias

Vale a pena investir em hardware homologados pela SolidWorks, como os oferecidos pela Dell, HP e Lenovo. 

No final deste artigo eu demonstro exatamente como acessar o site da SolidWorks na área de hardwares homologados.

Estes equipamentos não trarão desempenho superior, porém, por via de regra, apresentam maior estabilidade e, principalmente, caso ocorra um problema com o computador a empresa estará suportada por alguém de nome, que possa confiar.

Para grandes empresas o custo superior (muito superior) de uma máquina homologada se justifica. 

Sem contar que você poderá contar com um especialista da marca para dimensionar o computador ideal.

2. Para Pequenas Indústrias e Escritórios

A escolha ou não por um equipamento homologado varia bastante.

Se a empresa executa trabalhos que demandam muito poder de processamento e por longo período, como os necessários em simulações CFD, um equipamento homologado se justifica, caso contrário acredito ser dinheiro jogado fora.

Para este público vale mais a pena destinar o valor investido em uma boa configuração que traga mais desempenho, mesmo que isso aumente o risco de, por exemplo, ter de trocar um componente em uma eventualidade.

Até porque, hoje em dia, qualquer componente pode ser facilmente adquirido, mesmo se você não está em uma grande metrópole, na internet encontrará tudo o que precisa.

O que dará uma grande flexibilidade. 

Mas para isso a empresa necessita de um departamento de TI ou um prestador de serviço que resolva esses possíveis problemas.

Caso a empresa não conte com ninguém com os conhecimentos necessários, então a opção de uma máquina homologada pode voltar a ser interessante.

3. Para Estudantes, Entusiastas e Freelancers

Normalmente não terão uma máquina exclusivamente dedicada para trabalho e muitas vezes optam por laptops.

Mesmo que não tragam um grande desempenho, no geral uma máquina portátil é a pedida.

No entanto, seja um laptop ou um desktop, este público costuma utilizar máquinas menos parrudas e acredito que serão a grande maioria lendo este artigo.

Estou certo?

Então segue a leitura…

Posso usar um Computador Gamer para rodar o SoliWorks?

Primeiro ponto relevante é que, muitos olham para um computador gamer, que é capaz de lidar com gráficos verdadeiramente pesados, que exigem muito do computador e então imaginam que será ideal para trabalhar com Solidworks.

A verdade não é bem essa, um PC Gamer não é indicado para SolidWorks. 

E vice-versa.

É claro que, este público irá buscar um equipamento mais “genérico” e que poderá sim ser um PC Gamer. 😵🧐

Calma pequeno 🦗, que eu esclareço…

O fato é que você terá de escolher onde precisa de mais desempenho, jogos ou SolidWorks. 

Veremos com mais detalhes a seguir com o porquê dessa diferença e como escolher cada componente.

Montando Seu Computador para SolidWorks: Entenda, de uma vez por todas, qual componente escolher

Qual o melhor Processador colocar num Computador para SolidWorks?

Qual o melhor Processador colocar num Computador para SolidWorks

Sem dúvida, o componente mais importante do computador.

O processador é o primeiro a ser escolhido, pois, ele é que irá determinar a quantidade máxima de memória suportada, o tipo de barramento PCI-e que estará disponível para a placa de vídeo e a velocidade do barramento da placa mãe.

Muito técnico?

Não se preocupe, segue a leitura que tudo vai se encaixar perfeitamente…

Intel ou AMD? Quais as características dos processadores que você precisa considerar na escolha do seu computador para SolidWorks?

Muitos são os fatores que uma escolha errada pode afetar no desempenho final.

No mercado, infelizmente, só há dois fabricantes de Processadores que podemos utilizar, Intel e AMD.

Processadores Intel, historicamente, levam a fama de entregarem maior desempenho, mas são muito mais caros.

Tecnologias recentes empregadas pela AMD nos modelos Ryzen desbancam em muitas aplicações por um custo muito menor.

Mas será que isso se aplica ao SolidWorks?

Infelizmente não, vejamos o motivo.

Os processadores foram evoluindo e, basicamente, foram aumentando o valor de clock suportado.

Clock é a frequência que o processador trabalha, é o relógio que dita o tempo que cada instrução leva para ser transportada de um ponto a outro.

Contudo, estamos no limite que o silício (principal material de fabricação de semicondutores) pode suportar.

Por esse motivo os fabricantes começaram a criar outras maneiras de aumentar o desempenho entregue sem ter que aumentar o clock.

Um desses artifícios foi aumentar a quantidade de núcleos em um mesmo processador.

Vamos tentar facilitar o entendimento com uma “Metaforação” 😁

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Imagine os núcleos como uma rodovia, se esta rodovia possui apenas uma faixa, assim apenas um carro por vez irá passar, se a mesma rodovia tiver duas ou mais faixas, mais veículos poderão passar ao mesmo tempo.

Uhuu, problema resolvido?

Não tão simples. 🥵

Para ter mais núcleos os fabricantes acabam sendo obrigados a penalizar o clock. 

Voltando a nossa “metaforação”… 

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Vamos imaginar que o clock é a velocidade máxima permissível na rodovia.

Nos processadores com um único núcleo, o nosso “carro” chega a 120km/h, para possuir dois núcleos o fabricante é obrigado o diminuir esta velocidade para 80km/h, mas, como são duas pistas, mesmo com essa redução de velocidade, o processador consegue um maior desempenho, pois dois carros a 80km/h seriam equivalentes a um único carro a 160km/h.

Entendeu?

O bom de entender como as coisas funcionam é que você poderá escolher seu PC sozinho

Além do número de núcleos, outro artifício é quantidade de memória Cache L3.

Essa memória é super veloz e é integrada no Processador.

Como esta memória está integrada a CPU e possui velocidade altíssima, sempre que um dado está dentro do cache o processador não precisa ir buscar na memória RAM, assim economiza tempo de ciclo de máquina (clock) e entrega um desempenho maior.

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Imagine a memória Cache como o tanque de combustível do carro e a memória RAM como um posto de combustível. Se acaba o combustível no tanque você tem que parar no posto para encher e isso leva tempo, então um tanque maior significa menos tempo parado no posto, ou seja, maior cache, maior desempenho.

O último ponto a ser analisado é a velocidade do barramento, que a velocidade com que os dados trafegam na placa mãe.

E apesar desses dados serem trafegados entre os periféricos conectados na placa mãe, é o processador que dita o ritmo.

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A velocidade de barramento é como a velocidade com que o frentista levaria para chegar até o carro, pegar a mangueira na bomba e encher o tanque.

Existem outros quesitos que determinam o desempenho de um processador, mas para a nossa aplicação são esses quatro que mais importam.

    ✔️ Frequência (Clock) em MHz;

    ✔️ Quantidade de Núcleos;

    ✔️ Memória cache;

    ✔️ Velocidade de barramento;

Então, por quê a Intel é Melhor?

A Intel sempre priorizou combinações que resultem em um maior desempenho por núcleo.

Enquanto a AMD prioriza maior quantidade de núcleos com um desempenho por núcleo menor.

A AMD também tem utilizado maior quantidade de cache para melhorar o desempenho, mas ainda assim com menor desempenho por núcleo.

Em cima de cada núcleo temos também as Threads, que são a capacidade multitarefas do sistema.

Os processadores da Intel, top de linha da geração i9, por exemplo, trabalham com frequência de até 4.5GHz, contém de 10 a 18 núcleos, 36 threads;

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 1

Já os processadores AMD Ryzen pode conter até 64 núcleos e 128Threads, mas com um clock de 4.3GHz, porém ao custo muito menor.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 2
Mas então a escolha mais viável seria AMD, certo?

Não tão rápido pequeno 🦗!!!

O SolidWorks foi desenvolvido predominantemente como uma aplicação single core (e single Thread), ou seja, ele só utiliza um único núcleo e ignora todos os demais.

Ok, não são todas as aplicações do SolidWorks.

Explicando melhor, no mundo do SOLIDWORKS, os usos do multithreading podem variar.

Para modelagem de peças e modelagem de montagem, a maioria das operações de processamento é serial, ou seja, um processo precisa ser resolvido antes que o próximo processo possa ser iniciado.

Devido à natureza dessa modelagem paramétrica linear, o multithreading não é muito utilizado e um único processador com uma velocidade mais rápida terá um desempenho melhor do que um processador multicore com velocidades mais lentas.😎

Por outro lado, os desenhos podem utilizar vários núcleos, principalmente ao abrir e visualizar um desenho com várias folhas.

Então o Solidworks Simulation e Solidworks Flow Simulation podem executar e resolver estudos utilizando vários núcleos.

O que significa, que em uma simulação complexa será resolvida muito mais rapidamente com vários núcleos trabalhando simultaneamente do que com uma única CPU mais rápida.

O PhotoView 360 e SolidWorks Visualize são exemplos de outros programas que podem tirar proveito de vários núcleos para gerar renderizações mais rápidas.

Porém estes fazem uso preferencial de processos na GPU para melhor resultado.

Com base em testes de bancada, podemos afirmar que quando estamos trabalhando com modelamento e detalhamento no Solidworks, de modo geral ele pode tirar proveito de até dois núcleos do processador.

Aqui temos a lista completa de funções do SolidWorks que tomam proveito de maior quantidade de Threads:

✔️ File Open (Abrir arquivo);

✔️ File Save (Salvar arquivo);

✔️ File Conversion (Converter arquivo);

✔️ Boolean (subtrair e combinar corpos);

✔️ Silhouettes (criação de silhuetas);

✔️ Line generation (criação de linhas);

✔️ Mass properties (cálculo de propriedade de massa);

✔️ Body check (verificação de corpos, principalmente na importação de arquivos                    não nativos com STEP e AGS);

✔️ User Interface Activities (caixa de diálogo, dicas, etc);

✔️ Swbgproc.exe (processo responsável por atualizar o desenho);

Para simulação utilizando o SolidWorks Simulation e Flow Simulation ou renderização no PhotoView 360 e SolidWorks Visualize, até seis núcleos trazem vantagens no desempenho, acima disso é praticamente inútil, o software simplesmente não faz uso dos núcleos extra.

Como os processadores da Intel resultam em um maior desempenho por núcleo e o SolidWorks não pode fazer uso de grandes quantidades de núcleos, então os processadores da AMD. Infelizmente, não são os mais indicados.

É exatamente por isso que posso afirmar que PC’s para jogos não são os mais indicados para trabalhar com simulação, pois, diferente do SolidWorks, os jogos podem sim fazer proveito de muitos núcleos extras por conta da sua arquitetura que é diferente.

E temos de lembrar que, normalmente não estamos apenas com o SolidWorks aberto, por isso alguns núcleos e threads a mais podem ajudar, não diretamente no SolidWorks, mas sim nas demais aplicações que estão sendo executadas simultaneamente.

Na imagem abaixo estão os 10 processadores com o melhor desempenho Single Thread apresentados no site cpubenchmark.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 3

Não é à toa que todos os 10 primeiros são processadores Intel.

O modelo i9-10900K de décima geração é o que apresenta o melhor desempenho com 3.203 pontos.

Mas mesmo um i5-10600K com custo muito inferior também apresenta excelente desempenho com pontuação similar ao campeão i9, atingindo 3.024 pontos nos testes.

Para efeito comparativo, vamos incluir modelos fazendo uso de multi thread.

O Processador AMD Ryzen Threadripper 3990X com seus incríveis 64 núcleos e 128 threads (que o Solidworks iria ignorar), atingiu a marca de 80.2010 pontos.

Para aplicações que são capazes de aproveitar o maior número de núcleos e threads, os processadores AMD reinam absoluto.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 4

Dito tudo isso, resumo que um processador Intel com 6 ou 8 núcleos será excelente para o seu computador para SolidWorks.

Portanto a minha sugestão é investir em processadores Intel para aplicações com SolidWorks.

Dica

Recomendo que o recurso Hyperthreading, se disponível, seja desabilitado na BIOS da Placa Mãe, uma vez que esta função irá reduzir a velocidade de clock para priorizar funções de multi tarefa, que, como já vimos, para o SolidWorks não trará benefícios.

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Quanto de memória precisa ter um computador para Solidworks

Quanto de memória precisa ter um computador para Solidworks

🔹 Quanto mais memória melhor?

🔹 Sim ou com certeza?

A memória RAM é responsável por armazenar os dados que estão sendo executados pelo processador.

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A RAM seria o caminhão que entrega gasolina no posto. Quanto maior o caminhão, maior quantidade de combustível ele consegue armazenar para entregar no posto de combustível (memória Cache).

Por isso, sim!

Quanto mais memória RAM instalada melhor será o desempenho, mas não é só isso…

Assim como os processadores as memórias também possuem velocidade de clock (velocidade máxima na rodovia).

E quanto maior a velocidade também será maior o desempenho.

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A velocidade das memórias pode ser comparada ao tempo que o combustível leva para sair do caminhão e passar pela mangueira até o reservatório do posto, quanto maior for o diâmetro da mangueira, menor será o tempo de carga e descarga.

🎗️ Lembrando que, antes de escolher a sua memória, você precisa verificar qual a velocidade o seu processador consegue acessar os dados, clock diferentes podem ser utilizados, mas o desempenho será limitado por aquele de menor valor.

Para o máximo proveito, processador e memória devem possuir os mesmos valores.

Outro dado importante a ser notado é a latência da memória.

Todo pente de memória possui um controlador, é esse controlador que recebe o comando para ir buscar um dado ou para escrever um dado na memória.

O controlador, para funcionar, consome alguns ciclos de clock para executar a tarefa que lhe foi solicitada.

Esse tempo gasto entre receber e o comando e executar é o que chamamos de latência.

Maior latência significa mais tempo gasto sem fazer nada útil para o desempenho.

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Latência seria como o motorista do caminhão e quanto tempo ele leva até receber o “ok” para carregar ou descarregar o caminhão, sair da cabine, ir até a mangueira e efetivamente despejar o combustível.

Latência é um tempo de trabalho inútil para o processo, por isso memórias com menor latência são preferenciais.

Memórias também podem trabalharem em pares, chamados de números de canais.

A maioria dos processadores Intel i3, i5, i7, i9 e Ryzen 3, 5, 7 e 9 atuais podem trabalhar com 2 canais de memória.

Isso significa que o processador consegue fazer mais acessos simultâneos ao mesmo tempo.

Processadores de altíssimo desempenho como os Intel Xeon e AMD EPYC trabalham com números muito maiores de canais de memória por serem mais indicados para servidores.

Utilize sempre o número máximo de canais de memória que o seu processador permite.

Isso significa que, se você for instalar 16GB de RAM, opte por utilizar dois pentes de 8GB cada, sempre respeitando memórias com o mesmo valor de clock e mesma latência.

Isso garante melhor desempenho e também estabilidade de todo o sistema.

Falando de estabilidade, existem memórias RAM com recurso ECC (Error Correction Check).

Este recurso possibilita a memória verificar possíveis erros de escrita e leitura, o que garante maior estabilidade do sistema.

Este tipo de memória é indicado para processos críticos, como por exemplo grandes simulações, principalmente CFD, que podem levar dias para serem executadas. Durante os cálculos, pode ocorrer um erro na memória e travar o sistema, perdendo assim todo o tempo de trabalho.

Computadores homologados costumam ter esse recurso disponível, mas devo dizer que tanto as memórias com esse recurso quanto processadores e placas mãe, possuem um custo bem mais elevado.
Por isso só indico investir nesse recurso somente para processos verdadeiramente críticos, onde a perda de um dia de trabalho resultará em uma perda muito grande.

Para a grande maioria dos usuários, mesmo avançados, memórias ECC não são necessárias.

Voltando sobre a quantidade de memória a ser instalada..

Para a maioria dos usuários que trabalham com modelamento e detalhamento, 8 GB será suficiente e 16 GB o recomendado.

Para ter a certeza de quanto de memória você precisa, execute apenas o SolidWorks e abra uma montagem grande.

Depois disso abra o gerenciador de dispositivo e verifique quanto de memória está sendo utilizada.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 6
No meu caso, abrindo uma grande montagem de um cliente, está sendo consumido 7,0 GB, como sei que é um tamanho de montagem médio que costumo trabalhar, sei que apenas 8,0 GB seriam pouco pra mim, pois qualquer outra aplicação aberta já começaria a utilizar memória de paginação.

Memória de paginação, em poucas palavras, é um recurso utilizado pelo Sistema Operacional que transforma parte do HD em memória RAM. Porém, como o HD é muito mais lento que a memória RAM, os recursos que utilizarem memória de paginação ficarão muito lentos.

É por isso que neste computador possuo 16 GB de memória RAM.

Se você for trabalhar com SolidWorks Simulation, o mínimo recomendado são 16 GB de RAM e para SolidWorks Flow Simulation 32 GB de RAM.

Isso por que durante as simulações o volume de dados sendo processado é enorme.

Contudo, leve em consideração esses valores apenas como uma orientação, se vai trabalhar com simulação, principalmente CFD, a quantidade de memória exigida será grande.

Vale a pena em um primeiro momento investir em conjunto que permita um up-grade de memória no futuro, caso a quantidade escolhida inicialmente não tenha sido necessária.

De qualquer forma, investir em uma boa quantidade de memória RAM irá resultar em melhor desempenho

Definindo a placa-mãe

Placa-mãe ideial em um computador para solidworks
No passado, o desempenho final do computador era muito dependente de uma boa escolha da placa mãe, isso porque todos os dados trafegados dependiam do desempenho do chipset que era utilizado.

O acesso do processador a memória e barramento de vídeo, passava por uma parte do chipset chamada northbridge (ponte norte), que ficava responsável por essa comunicação mais “nobre”.

Outra parte do chipset era chamada de southbridge (ponte sul), que possui menor desempenho e ficava responsável pela comunicação de setores menos críticos, como barramento PCI, comunicação serial e som.

Por isso, até meados de 2005, o desempenho de computadores era fortemente dependente da qualidade do chipset utilizado pela placa mãe.

Com o  passar dos anos, os fabricantes de Processador AMD e Intel, integraram dentro do chip a maioria das funcionalidades que anteriormente o chipset era responsável (e, ao mesmo tempo falindo todas as fabricantes de chipset).

Isso resultou em um aumento no desempenho, pois agora, os processadores eram capazes de controlar e acessar diretamente memória, barramento PCI-e entre outros controles.

Ao mesmo tempo, a dependência por placas mãe top de linha para resultar em desempenho superior diminuiu drasticamente.

Recentemente uma nova tecnologia começou a ser popularizada entre os fabricantes de processador que novamente colocou boas placas mãe em evidência.

Processadores mais velozes consomem mais energia, e consequentemente esquentam mais. E se tem uma coisa que processador não gosta é de calor.

Para reverter isso foi empregado uma técnica de clock dinâmico, onde o processador consegue aumentar ou diminuir a velocidade do clock conforme a necessidade do usuário.

Acontece que este recurso de clock dinâmico é fortemente dependente da regulagem de tensão entregue pela placa mãe. Reguladores de tensão mais simples forçam os processadores a diminuir, pois necessitam de um melhor controle de corrente para que possa trabalhar corretamente.

Processadores de entrada não costumam possuir esse clock dinâmico, assim não faria sentido investir em uma boa placa mãe.

Mas como aplicações profissionais exigem processadores melhores, por via de regra, o processador terá esse controle.

Então antes de pensar na placa mãe, primeiro analise qual processador irá investir.

Outra dica é adquirir placa mãe com 4 slots de memória, assim, no primeiro momento, você poderá instalar apenas dois pentes de memória para garantir o dual channel que já mencionamos antes, mas mesmo assim garantir no futuro um up-grade com mais memória sem a necessidade de se desfazer dos pentes de memória que já adquiriu.

Placa mãe para Solidworks

Por fim, para um desempenho verdadeiramente profissional no uso do SolidWorks, uma boa placa mãe moderna precisa ter slot para conexão de SSDs M.2. Falaremos mais deles mais adiante, mas ter ao menos um slot disponível na placa mãe será essencial.

A tecnologia de armazenamento evoluiu bastante, primeiro eram os HD’s, que possuíam internamente discos rígidos, posteriormente os SSD’s, baseados em bancos de memória e muito mais velozes que os primeiros, e agora, os mais modernos, os SSD’s M.2.

Basicamente neste novo modelo o a barramento de dados é o PCI-e, ou seja, mesma linha de acesso de alta velocidade empregada nas placas de vídeo.

Os modelos PCI Express 3.0 usando 4 linhas podem atingir uma taxa de transferência de até 32 Gbps enquanto os barramentos ATA antecessores atingiam no máximo 6G.

Dica

Os demais recursos de uma placa mãe como quantidade de portas USB disponíveis, recursos de áudio e rede, são recursos secundários que valem analisar a necessidade do usuário, mas que não trarão diferença no uso do SolidWorks.

Unidade de Armazenamento (HD e SSD): Qual utilizar em Computador para SolidWorks?

Qual HD para um computador para SolidWorks

Não gaste tanto dinheiro com unidades de armazenamento ultra velozes.

Ok, ok, eu sei que quanto mais rápido melhor e que até você leu muito como deixar cada processo ser executado no menor tempo possível para acelerar ao máximo a sua produtividade quando estiver trabalhando com o SolidWorks.

Mas se a resposta para tudo fosse exatamente “compre tudo o mais rápido possível que caiba no seu bolso”, este artigo teria apenas uma linha e não seria o Guia Definitivo para Montar o seu computador para Solidworks, não é mesmo?

Para continuarmos, é preciso entender brevemente a aplicação da Unidade de Armazenamento. Basicamente é aqui onde fica armazenado toda a informação do seu computador, seja seus arquivos, programas ou sistema operacional.

A Unidade de Armazenamento, que daqui em diante chamarei apenas de U.A., se difere da memória RAM por ser não volátil, ou seja, na memória RAM, quando o seu computador é desligado, toda a informação nela contida é perdida.

As U.A.s são projetadas para armazenar uma quantidade de informação muito maior do que aquela suportada pela memória RAM.

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Voltando a nossa metáfora do nosso amigo motorista e a sua saga em dirigir e abastecer seu carro, a U.A. (sela ela um HD ou SSD), será a nossa refinaria, que armazena as quantidades enormes de combustível e que fica na espera do caminhão vir buscar o líquido precioso.

O problema é que U.A.s são bem menos velozes se comparadas com as RAMs, por isso os dados requisitados pelo processador, precisam trafegar do HD para as memórias RAM, e assim serem acessados muito mais rápido.

Então, basicamente, é um balanço entre velocidade e capacidade de armazenamento, sendo as memórias RAM super velozes porém com capacidade reduzida e a U.A. com velocidades bem inferiores mas com capacidade de armazenamento maior (e sem perder os dados quando desconectado).

Essa velocidade menor, é bemmm menor, e sempre que é solicitado uma cópia dos dados, como quando você está abrindo um programa ou arquivo pela primeira vez, perceba que leva bastante tempo, mas perceba que este tempo é bastante reduzido quando está sendo executado uma segunda vez na mesma seção. Isso por que os dados já estão disponíveis na memória RAM.

Para tentar reduzir este gargalo, os engenheiros cada vez mais desenvolvem tecnologias melhoradas, como os SSDs e os mais recentes SSDs M.2.

A diferença principal é que HDDs (Hard Disk Drive), possuem uma agulha mecânica, que movimenta sobre um disco para ler os dados, como os antigos discos de vinil (dependendo da sua idade, talvez você nunca tenha visto um, mas dando uma googada vai ver o funcionamento).

Como a leitura e escrita depende do tempo de deslocamento físico da agulha, o desempenho acaba sendo bastante prejudicado, para contornar esse problema é que foram desenvolvidos os SSDs (Solid State Drives), que utilizam chips de memória, onde a leitura e escrita são feitos eletronicamente, podendo assim atingir velocidades muito maiores.

Os SSDs se comunicam no mesmo barramento dos antigos HDs, no padrão SATA, mas sem a limitação da velocidade física da agulha. Houve também um padrão ainda mais antigo, o padrão PATA, mas não vou tratá-lo aqui pois já considera-lo arcaico demais.

Outras variantes do SSD, e bem mais modernas, são os M.2 e NVMe, muito parecido com o primeiro mas que possui acesso direto ao barramento PCI-e, atingindo assim velocidades surpreendentes.

Nos barramentos SATA havia uma limitação de transferência de 560MBps, mesmo em sua revisão mais moderna, já nos modelos que acessam o barramento PCI-e essa velocidade atualmente chega a 3.120MBps, mas vale lembrar que este barramento possui uma velocidade teórica de até 32.000MBps (ou 32GBps), tendo assim muito espaço para up-grade no futuro.

Mas então, porque diabos eu comecei essa parte do artigo dizendo para não investir em unidades super velozes?

Como a nossa U.A., na nossa metáfora, é a nossa refinaria, é só imaginar quantas vezes por dia o caminhão tem de ir buscar combustível. Uma vez carregado, o caminhão distribui o combustível, até que seja solicitado um novo carregamento.
Quando estamos trabalhando no computador, dificilmente estaremos a todo instante abrindo novos arquivos ou programas. Normalmente passamos um bom tempo trabalhando no mesmo arquivo, e assim, não solicitamos novos dados que estavam armazenados na U.A.

No fim do dia, o que paga as contas é quanto você produziu no SolidWorks. Mesmo com os valores de SSDs terem caído muito nos últimos anos, ainda assim considero que não verá um aumento tão grande no seu desempenho.

Principalmente quando estamos falando de unidades com mais de 500GB de espaço de armazenamento.

Você só terá uma melhora no desempenho do SolidWorks, quando estiver abrindo uma grande montagem, após carregado em memória, sendo assim, o mais importante é ter bastante memória RAM.

Dessa forma, sugiro o investimento em duas unidades, sendo um SSD de pelo menos 128GB, mas recomendo 256GB, se couber uma versão M.2 no seu bolso, melhor, pois já estará preparado para futuros up-grades. E na segunda unidade, um HD SATA de 1TB, de preferência com 7200RPM.

Uma outra tecnologia é a NVMe, que não se trata exatamente de um novo barramento, mas sim um melhoramento via software que aumenta o desempenho. Mas caso queira se aprofundar no assunto, sugiro dar aquela boa googada, há muitos outros bons artigos específicos em sites de informática, como o do site canaltech que deixarei no fim desse artigo e que utilizei como fonte de pesquisa.

Para finalizar este tópico, tem algo que é exceção e você deve considerar casa trabalhe dessa forma.

Se você trabalha com simulação transiente e costuma salvar os dados de cada interação, então investir em um SSD super veloz fará muito sentido, pois cada interação, principalmente quando estamos falando de dinâmica dos fluidos, possui uma quantidade enorme de dados, e este salvamento toma muito tempo.

Apenas entenda que se este for o seu caso, e você está pensando em ganhar desempenho no SSD, prepare para investir em SSDs grandes, de 1TB, e recomendo trabalhar em RAID 0, ganhando um pouco mais de desempenho, mas principalmente aumentado a segurança dos dados.
SSDs possuem um tempo de vida, sendo limitado pela quantidade de vezes que você leu e escreveu dados, tendo um RAID 0 em sua máquina você terá uma segurança maior em salvar os seus dados caso um dos SSDs venha a falhar.

Mas esse é um caso muito específico, onde busca grande desempenho em aplicação que para a grande maioria de profissionais não é a realidade.

Qual a melhor Placa de Vídeo?

PLaca de vídeo para um computador para solidworks
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E estamos chegando ao fim da nossa viagem, com tanque cheio e rodando velozmente em pistas largas. 🚗🚗💨

Ao chegar ao seu destino, você decide dar uma parada no lava-rápido e deixar o carro brilhando antes de estacioná-lo na garagem.

Calma, eu explico o que isso tem a ver com placas gráficas

O nosso último item da lista é, sem dúvida alguma, o mais procurado e o que gera mais dúvida.

E mais uma vez, a opção mais cara pode não ser a melhor opção para quem deseja trabalhar com SolidWorks.

Como Funciona a placa de vídeo?

A Placa de Vídeo é responsável por receber todos os dados processados e convertê-los de forma visual para os nossos olhos.

Ela recebe uma montanha de informação e precisa calcular a cor de cada pixel e combiná-los para poderem formar as imagens.

Assim como discutimos sobre PCs Gamers no tópico sobre processadores, aqui também há essa confusão.

Imaginando que uma placa de vídeo que roda o mais pesado Game, no máximo de FPS, será a melhor opção para trabalhar com SolidWorks, afinal os gráficos nem são tão pesados assim.

É verdade que muitos entusiastas ou mesmo profissionais, utilizam placas de vídeo gamers para trabalhar com SolidWorks e podem até estarem satisfeitos com o resultado.

O ponto é que, quando subimos o nível de projetos, com montagens cada vez maiores com mais componentes, precisamos investir em placas mais caras e se o foco for SolidWorks, pode ser que a sua placa não esteja entregando tudo que poderia pelo preço que foi gasto.

E é por isso que existem dois grandes mundos de placas de vídeo.
As placas para Gamers e Placas Profissionais.

Placas gráficas possuem no seu coração uma GPU, que é basicamente um processador (CPU), mas com foco em resolver cálculos destinados aos gráficos.
E assim como as CPUs, as GPUs também possuem núcleos, mas não estamos falando 6 ou 8 núcleos, aqui os valores passam de centenas ou até milhares de núcleos.

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Imagine que a placa de vídeo seja a pessoa que irá lavar o carro utilizando uma mangueira, quanto mais pessoas com mais mangueiras, mais rápido o carro será lavado, isso são as quantidades de núcleo na GPU.

Assim como processadores, quando falamos de placas de vídeo, infelizmente também não temos muitas opções de marcas, apenas duas na verdade, sendo elas a NVidia e AMD.

Na verdade, esses são os fabricantes das GPUs e existem sim muitos outros fabricantes que compram essas GPUs para montar as próprias placas, mas no final só existirão essas duas tecnologias.
Mais uma vez no nosso exemplo, a mangueira utilizada para lavar o carro, na verdade, poderia ser utilizada para uma infinidade de tarefas como lavar uma bicicleta, uma moto, a calçada ou mesmo regar o jardim.

Essa analogia se aplica a nossa placa de vídeo Gamer, que possui um excelente desempenho em jogos, mas que é pensada para também poder atender a uma gama maior de aplicação.

Mas não importa o quão profissional seja a pessoa com a mangueira lavando o carro, ela nunca será tão rápida como uma máquina de lavar carros, automatizada (essas de rolos gigantes que ficam girando), é nesse mundo que as placas profissionais se encontram.

São acessórios projetados e fabricados para rodar softwares profissionais e seu desempenho será esmagadoramente melhor.

Para explicar melhor esses dois mundo e o que eles representam para nós, vamos tomar por base essa placa Gamer da Nvidia Geforce GTX 1080 Ti.
Esse monstro possui os impressionantes 3.584 Cuda Cores com clock básico a quase 1.6GHz e memória de 11 GB GDDR5X.

E tão impressionante quanto a suas especificações e também o preço, no momento que estou escrevendo este artigo, o menor preço disponível na internet é de mais de R$6.000,00!
Agora vamos comparar com uma placa profissional de entrada, uma NVidia Quadro P1000 que possui 640 Cuda Cores e 4 GB GDDR5.

Configuração bem mais modesta, certo?
E também o preço, uma placa dessa sai por volta de R$2.000,00, três vezes mais barata.

Mas tudo isso são apenas números, o que os testes de performance dizem sobre cada uma delas?

Bem, é aqui que as coisas ficam interessantes e começam a fazer sentido.
Vejamos estes resultados obtidos pelo Linus Tech Tips, um grande canal Canadense YouTube que traz tudo sobre tecnologia.

Nos resultados obtidos utilizando o SPECViewPerf benchmark a nossa placa de entrada Quadro P1000 recebeu nota 80,4 contra 68,9 da GTX1080Ti.

É uma verdadeira surra, principalmente se considerarmos ser uma placa que custou 3 vezes menos!!!

Melhor placa de video para um Coumputador para SolidWorks

A vitória das placas profissionais fica mais evidente quando incluímos os modelos de alta performance.

Melhor placa de video para um Coumputador para SolidWorks

Mas percebe que isso não significa que essas placas são melhores em tudo.
Na verdade, são placas gráficas destinadas ao uso profissional e são indicadas para quem quer utilizar o computador para essa finalidade.

No site da SolidWorks é possível encontrar os modelos que foram testados e estão “homologados” pela empresa.

A AMD também possuem suas placas profissionais no modelo Radeon Pro, que são também placas excelentes sendo inclusive utilizadas nos PCs da Apple.
Mas devo dizer que para aplicações como o solidWorks a marca NVidia ainda leva vantagem.

Sem contar que as placas profissionais da AMD são mais difíceis de serem encontradas no Brasil, mas ainda assim são mais baratas, então pode valer a pena incluir na pesquisa.

Lembre-se que essas placas apresentam mais desempenho em aplicações profissionais, isso não significa que elas entregarão mais FPS em jogos.

As placas profissionais possuem os mesmos processadores que os disponíveis na linha Gamer, mas a construção da placa, como um todo, leva vantagem, não apenas no hardware mas também nos softwares de controle e drivers, tudo para melhorar o desempenho em aplicações profissionais.

Também costumam ser dotadas de memória ECC (que vimos no tópico sobre memória RAM), que cuida para que os erros nos dados sejam corrigidos, garantindo uma estabilidade muito superior no desempenho.

Se compararmos placas equivalentes, ou seja, com o mesmo processador, mas da linha Geforce contra Quadro, o valor será entre duas a três vezes mais caro, este custo a mais, se dá pelos seguintes fatores:

1. Possuírem melhor desempenho;

2. Por possuírem um maior controle de qualidade na fabricação;

3. Por serem fabricadas em lotes menores se comparado com aplicação Gamer;

4. Mas principalmente por ser aplicações de trabalho, o uso dessas placas é para ganhar dinheiro e não lazer, então empresas podem pagar mais pelo produto e os fabricantes aproveitam isso.

Estas são minhas recomendações:

Se estiver começando com SolidWorks e quer “brincar” mais sério e até fazer alguns trabalhos, eu fortemente recomendo placas NVidia Quadro.

Agora se a grana estiver curta comece com o modelo P620, mas não recomendo o P400, pois considero uma placa muito “fraca”.

Se você é um estudante de engenharia e quer um PC para jogos, mas que também possa estudar ou até fazer alguns trabalhos com o SolidWorks, comece com uma GTX 1650 ou outro modelo próximo.

Meus conselhos aqui são sobre SolidWorks, não entendo nada de Games.

Para montagens de até 30 componentes, todas as placas de entrada atualmente darão conta do recado.

Acima disso o investimento terá de ser maior. Se for incluir renderização para os seus trabalhos, uma P1000 para cima será necessário se quiser ter um desempenho bom.

Escolha uma placa decente que caiba no seu bolso, mas uma coisa é certa, ter uma placa dedicada é fundamental, nada de placas on-board para aplicações profissionais.

Resumo: Consulta Rápida para quem não tem tempo + Contéudo Extra [🔴 Fonte de Alimentação]

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Espero que este artigo tenha te ajudado de alguma forma e que você possa escolher corretamente qual computador investir na sua próxima aquisição.

Agora eu gostaria de saber…

✔️ Este artigo te ajudou?
✔️ Era isso que procurava?
✔️ Discorda de alguma coisa ou tem algo para acrescentar?

Deixe abaixo 👇 seu comentário e contribuição.

Forte abraço,

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 7

Fabrício Leinat

Fundador do Clube do Projetista

Projetista e Gerente de Projetos, atuou em projetos na Alemanha, Irlanda, Itália e nos Estados Unidos. Especialista em Simulação Numérica, Cálculo Estrutural e Otimização de Projetos, atua com os softwares Ansys, Matlab, Kissoft, Mathcad, SolidWorks, SolidWorks Simulation, SolidWorks Flow Simulation, Mode Frontier, Creo Parametric, Autocad e Scilab.

39 CANAIS PARA PROJETISTAS E ENGENHEIROS QUE VOCÊ PRECISA SEGUIR AGORA MESMO (ATUALIZADO EM 2021)

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39 CANAIS PARA PROJETISTAS E ENGENHEIROS QUE VOCÊ PRECISA SEGUIR AGORA MESMO (ATUALIZADO EM 2021)

Artigos sobre projetos

“Se você tem como objetivo ir mais longe em sua vida e negócios, precisa se apoiar no ombro de gigantes.”

Esta é ma máxima do empreendedorismo, mas que aplico isso a qualquer área profissional.

Atualmente temos uma infinidade de canais e blogs, principalmente no YouTube.

Basta dar uma pesquisada rápida pelo termo “projetos” e vai aparecer uma infinidade de vídeos e canais.

Mas o grande problema é filtrar e encontrar conteúdo bom (pelo menos para mim), conteúdo que vai direto ao ponto, sem enrolação, e principalmente que tenham referências.

Bom! Se você está começando, compartilho aqui minha lista preferida que sigo diariamente.

INDICE

BLOGS

Engenharia E

Simplesmente o maior Blog de Engenharia no Brasil.

http://engenhariae.com.br

Engenharia Cotidiana

Aqui você vai encontrar muitas informações práticas para Projetistas e engenheiros

http://engenhariacotidiana.com

Fábrica do Projeto

Se você procura ferramentas de auxílio a Fábrica do Projeto é com certeza a maior referência no assunto.

Aqui você encontra Ferramentas, Desenho, Planilhas de Cálculo e Freelancers.

http://www.fabricadoprojeto.com.br

Engenharia Hoje

Junto com o Engenharia E, este também está na lista dos maiores Blogs de engenharia no Brasil e possui cursos das mais variadas áreas.

http://www.engenhariahoje.com/

Blog da Engenharia

Notícias em geral sobre tecnologia, vagas de emprego, cursos, etc. Vale a pena conferir

http://blogdaengenharia.com/

Laboratório de Garagem

Integração, colaboração e apoio aos desenvolvedores da área de eletrônica.

http://labdegaragem.com/

Blog do Kastner

Maior blog Brasileiro de Solidworks

http://www.kastner.com.br/

Riobotz

Maior equipe brasileira no campeonato de guerra de robôs.

http://riobotz.com

SKA

Conforme sugerido pelo Lucas Rodrigues, estou incluindo a indicação do Blog do pessoal da SKA.

https://www.ska.com.br/blog/

YouTube

Gustavo Gonçalves

O Gustavo Gonçalves é fera quado o assunto é Ansys.

https://www.youtube.com/user/goncalvesgu

Prof. P. Seleghim

Professor do Núcleo de Engenharia Térmica e Fluidos da USP de São Carlos, Paulo Seleghim traz para o YouTube suas aulas do curso de engenharia ministrados na USP de São Carlos. São dezenas de aulas e exercícios resolvidos incluindo simulação numérica CFD.

https://www.youtube.com/c/PSeleghim/featured

SINMEC

Canal do Prof. Maliska do Laboratório de Simulação Numérica em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.

https://www.youtube.com/channel/UCUhcyJw_DGhlSBaIikGTNNQ/featured

MIT OpenCourseWare

Esse é “só” o canal de vários cursos do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que eles decidiram tornar aberto a qualquer um que queira estudar em uma das melhores universidades do mundo.

https://www.youtube.com/c/mitocw/featured

Eletrônica Fácil

Para quem estuda, trabalha ou é um curioso do mundo da eletrônica, esse canal traz inúmeros problemas e projetos práticos para aprender o mundo dos 0 e 1.

https://www.youtube.com/channel/UC6yeSnpMzKXHbxuEVmcvmhw

3D Print Academy

O canal do Oswaldo Salzano é focado no mundo da impressão 3D. Seja você iniciante ou que já conheça essa área, vai encontrar várias dicas para o seu trabalho ou hobby.

https://www.youtube.com/channel/UC7-MMysuaYaROAEiM2g9O0Q

EMPRESAS

Para projetos de sucesso precisamos de parceiros de sucesso, então uma lista como esta não pode ficar de fora.

SKA

Maior revenda Solidworks da América Latina.

https://www.ska.com.br/

ESSS

Maior revenda do Ansys na América do Sul. São autoridade em simulação por elementos finitos utilizando o Ansys.

http://esss.com.br/

Núcleo de Cálculos Especiais

Empresa do nosso grande amigo, Avelino A. Filho,  uma das maiores autoridades em elementos finitos no Brasil. Autor de grandes livros como o – Elementos Finitos – A base da tecnologia CAE.

http://www.nce.com.br/

OpenCADD

Referência em Model-Based Design e Model-Based System Engineering na América Latina.

https://www.opencadd.com.br/

Stratasys

Inventora da impressora 3D.

http://www.stratasys.com/br

Smart PLM

Referência no Software Siemens Teamcenter PLM.

http://www.smartplm.com.br/index.asp

Partnervision

Revenda PTC no Brasil (Creo, Mathcad e Windchill).

https://www.partnervision.com.br/

SITES ESTRANGEIROS

Esta lista é para quem quer chegar primeiro e estar por dentro das novidades no mundo de projetos.

Afinal, ver o que está acontecendo lá fora é um grande diferencial para enxergarmos o nosso próprio mercado.

Eng-tipsMaior

Maior fórum de engenharia do mundo.

www.Eng-Tips.com

Engineering Toolbox

Ferramentas que auxiliam o estudante a resolver cálculos de engenharia

 EngineeringToolbox.com

All About Circuits

Tudo sobre circuitos elétricos.

www.allaboutcircuits.com

MATERIAIS

Lista de sites que informam sobre materiais e suas propriedades.

Mat Web – Banco de Dados de Materiais de Engenharia

Um dos maiores bancos gratuitos de materiais e suas propriedades.

www.matweb.com

Make It From

Não ão grande como o MatWeb, porém possui ferramentas de comparação de materiais e também informações complementares como fadiga.

https://www.makeitfrom.com/

Steel Grade Equivalent Table

Tabela contendo materiais equivalentes entre as normas EN, SAE/AISI, UNS, DIN, BS, UNI e JIS, muito útil quando trabalhando na nacionalização de componentes ou mesmo buscando importação de matéria prima.

https://dfwmachine.com/2010/07/steel-grade-equivalent/

Grupos Whatsapp e Telegram

Grupo Telegram

O Grupo do Telegram do Clube do Projetista vem crescendo bastante e cada vez mais ativo. Sua vantagem em relação ao WhatsApp é que ele não tem limite de participantes, por isso não precisamos dividir por temas, com certeza veio para ficar e será o substituto dos grupos do Whatsapp.

https://t.me/clubedoprojetistanovo

w

Grupo WhatsApp do Clube do Projetista

Os grupos de WhatssApp são divididos por temas e também são bem ativos, escolha o seu, clicando nos links abaixo e faça o cadastro.

  • Grupo de simulação de projetos

https://clubedoprojetista.com.br/grupos/whatsapp-simulacao-de-projetos/

  • Grupo sobre desenvolvimento de projetos

https://clubedoprojetista.com.br/grupos/whatsapp-simulacao-de-projetos/

  • Grupo sobre gerenciamento de projetos

https://clubedoprojetista.com.br/whatsapp-gerenciamento-de-projetos/

Grupo Facebook

Tradicional e o maior grupo de projetista do Clube é o grupo do facebook, aqui você pode postar seu trabalho, divulgar seu canal (só não seja excessivo que te removeremos), pedir ajuda e ajudar. Uma comunidade de Projetistas dispostos a compartilhar conhecimento e contribuir com a comunidade

https://www.facebook.com/groups/clubedoprojetista/

Lista de e-mails

É por aqui que também enviamos todas as nossas notificações e informações de novos conteúdos.

https://clubedoprojetista.com.br/grupos/landpage-newsletter/

Arquivos 2D e 3D

Nessa lista você vai encontrar os principais sites para baixar arquivos em 2D e 3D, sejam eles para serem utilizados em projetos mecânicos, elétricos, arquitetônicos e impressão 3D.

GrabCAD

Aqui você encontra desde componentes até máquinas e acessórios completos, inclusive alguns em formato editáveis (solidworks, autocad, inventor, etc). De todos da lista esse é o que eu mais gosto, é uma das maiores comunidades de compartilhamento desse tipo de arquivo.

http://grabcad.com/

Thingverse

Com foco no mundo de impressão 3D, esse site é sem dúvida a maior comunidade no assunto. Aqui você encontrará desde bonecos de seus filmes favoritos (eu sou groot) até mesmo pequenos projetos completos como braços robóticos e aeromodelos.

https://www.thingiverse.com/

NASA 3D Resource

Não, você não leu errado, a agência Nacional Espacial Americana (NASA) disponibiliza inúmeros arquivos 3D, sejam eles de asteroides ou mesmo dos seus rovers como o Perseverance que está explorando Marte.

https://nasa3d.arc.nasa.gov/

CG Trader

O que eu mais gosto dessa comunidade é que, como o nome sugere, aqui você pode comprar e VENDER os seus modelos 3D, ou seja, está precisando de uma grana extra? Crie modelos e compartilhe com a comunidade. Está sem tempo pra modelar? Encontre diversos modelos a sua disposição!

https://www.cgtrader.com/

Trace-Parts

Um espaço onde os principais fabricantes de componentes disponibilizam seus modelos para que os clientes possam utilizar em seus projetos. Seja um simples rolamento ou cilindro pneumático, ou mesmo componentes elétricos e complexos sistemas, tudo gratuito.

https://www.traceparts.com/

Agora é com você…

Gostou desta lista?

Sentiu falta de algum canal que você segue e pode ser útil?

Deixe seu comentário logo abaixo…

20 LIVROS DE PROJETOS MECÂNICOS DE CABECEIRA, OBRIGATÓRIOS EM 2020 (LISTA ATUALIZADA)

20 LIVROS DE PROJETOS MECÂNICOS DE CABECEIRA, OBRIGATÓRIOS EM 2020 (LISTA ATUALIZADA)

20 LIVROS DE PROJETOS MECÂNICOS DE CABECEIRA, OBRIGATÓRIOS EM 2020 (LISTA ATUALIZADA)

livros de projetos mecânicos (1)

Neste artigo vou te mostrar meus principais livros de projetos mecânicos que eu uso como referência.

Essa lista de literaturas é um tesouro que guardo praticamente em um cofre, melhor dizendo, na cabeceira, pois são estas literaturas que consulto em 100% dos meus projetos.

Quer saber quais são? Então bora lá…

Elementos de Máquinas

Elementos de máquinas, Sarkis Melconian_livros de projetos mecanicos
Elementos de máquinas, Sarkis Melconian_livros de projetos mecanicos

1. Elementos de máquinas de Sarkis Melconian

Ótimo livro para uma consultas rápidas!!!

Quando quero uma consulta simples e direta sobre o desenvolvimento de um elemento de máquina este livro que uso.

Não é o mais completo e nem é este o intuito do livro, pelo contrário, traz informações objetivas e diretas sem grandes explicações matemáticas.

Se você está projetando uma máquina simples é o livro que recomendo.

Mas não ache que é um livro simples, já desenvolvi projetos completos somente tendo ele como literatura, a praticidade de encontrar as informações faz deste livro um ótimo amigo para o dia-a-dia.

A grande vantagem sobre outras literaturas como as do Shigley e Niemann é que ele vai direto ao ponto do projetista. 100% recomendado.

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Elementos de Máquinas de SHIGLEY_Livros de projetos mecanicos
Elementos de Máquinas de SHIGLEY_Livros de projetos mecanicos

2. Elementos de Máquinas de SHIGLEY

Eu simplesmente adoro este livro, tenho ele sempre a mão no escritório.

Se você precisa consultar assuntos sobre:
– Eixos
– Engrenagens
– Transmissões
– Fixação e tudo com muito detalhe

Você encontrará neste livro…

Não é à toa que este livro do Shigley já foi traduzido para várias línguas diferentes e é adotado por muitos professores de grandes universidades.

Se você trabalha com projeto de máquinas assim como eu você precisa deste livro. O que mais me chama a atenção nessa literatura é o fato de estar sempre atualizada, na décima edição (a que tenho e recomendo) o autor traz novos temas como cálculo por elementos finitos e estudos de tolerâncias, forma e posição.

Sempre que eu não encontro uma informação no Niemann, encontro no Shigley, eles sempre se completam. Na última edição o livro possui mais de 1070 páginas muito bem escritas com diversas ilustrações e exemplos práticos que facilitam o entendimento, seja você estudante ou profissional experiente.

Outra vantagem da última edição é que praticamente todas as unidades foram convertidas para o Sistema Internacional, quando vi isso na banca vendi a minha nona edição em um sebo na cidade e comprei a última e não me arrependo.

Gosto também que em muitos exemplos e estudos explicativos ele utiliza como base, normas internacionais, isso facilita no entendimento do assunto e de cara a explicação dos requisitos de norma.

Esse livro é demais.

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Elementos de Máquinas, Niemann
Elementos de Máquinas, Niemann

3. Elementos de Máquinas, Niemann

Um livro clássico que vale a pena insistir para achar onde comprar.

É digno de sua fama e assim como o livro do Shigley o Niemann é utilizado por estudantes e profissionais da área. Muito completo e aprofundado.

Ele traz cálculos e exemplos de inúmeros elementos de máquinas desde uma simples fixação até complexos pares de engrenagem.

Dividido em três volumes sendo que:

  •  O primeiro é focado em conhecimentos de base para o cálculo de elementos de máquinas assim como exemplos de dimensionamento de fixadores e outros elementos de suporte.
  • Já o segundo módulo tem por objetivo principal transmitir todos o conceito necessário para desenvolver sistemas de transmissão de potência, como eixo e principalmente engrenagens helicoidais de dentes retos.
  • O terceiro volume aborda projetos avançados de engrenagens assim como outros modelos como engrenagens cônicas, sem fim e muito mais.

Com certeza recomendo todos os três volumes, não só porque são ótimos, mas principalmente por me ajudarem diariamente no desenvolvimento de projetos.

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Engrenagens Cilíndricas, Norberto Mazzo
Engrenagens Cilíndricas, Norberto Mazzo

4. Engrenagens Cilíndricas, Norberto Mazzo

Norberto Mazzo é um profissional que tive o prazer de conhecer pessoalmente e posso garantir que é um dos grandes nomes no país.

Infelizmente o Brasil possui poucas literaturas de engenharia com assuntos aprofundados, para quem tem domínio de outros idiomas como o inglês pode ser mais fácil, mas para quem ainda não chegou lá fica limitado às literaturas em português.

Mas, para nossa alegria, o Norberto Mazzo explica em detalhes aprofundados o projeto e concepção de engrenamentos.

Este livro é tão aprofundado que só o recomendo se você realmente quiser entender com detalhes este elemento de transmissão de potência.

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Resistência dos Materiais

Tratando-se de literatura em português que trata de Resistência dos Materiais, há apenas dois livros, por enquanto :), que gosto de utilizar.

Em termos bem simples,  para fins acadêmicos o Beer Johnston vem bem a calhar, mas se é um caso prático a literatura do Ansel C. Ugural é muito melhor (na minha humilde opinião).

Por isso, entre os principais livros de projetos mecânicos ele entra na quinta posição e primeiro sobre resistência dos materiais.

Mecânica dos materiais, Ansel C. Ugural
Mecânica dos materiais, Ansel C. Ugural

5. Mecânica dos materiais, Ansel C. Ugural

Se precisa saber mais sobre os assuntos como:

  • Estado duplo e triplo de tensão;
  • Cálculo de tensão em vasos de pressão;
  • Estruturas, materiais frágeis e dúcteis;
  • Tensão por interferência;
  • Fadiga, flambagem;

Este é o livro que indico.

A forma com que os assuntos são abordados e os exemplos utilizados fazem desse livro um ótimo material de consulta quando se está projetando ou analisando cargas em estruturas, ou componentes.

Muito atual trazendo até conceitos de elementos finitos. Para os nossos exemplos aqui do Clube do Projetista muita coisa sai deste livro. Ele não se limita a mostrar os conceitos mecânicos mas também a aplicação em projetos.

Acabei comprando esse livro por engano, por recomendação de um amigo, e por sorte o livro é ótimo.

Se você passou da fase da faculdade e está buscando literatura para o trabalho este é um grande candidato para começar.

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Mecânica dos Materiais, Beer Johnston
Mecânica dos Materiais, Beer Johnston

6. Mecânica dos Materiais, Beer Johnston

Livro que dispensa grandes apresentações, todo estudante de engenharia mecânica conhece ou logo irá conhecer o livro do Beer Johnston.

A sétima edição ficou realmente muito boa trazendo mais exemplos e corrigindo alguns erros da edição anterior.

Quase 900 páginas de engenharia pura, não é um livro de consulta, mas sim literatura de aprendizado. Aborda desde os conceitos mais básicos da resistência dos materiais até o que há de moderno na Mecânica dos Materiais.

 

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Ciência e engenharia dos materiais Callister_Livros de projetos mecanicos
Ciência e engenharia dos materiais Callister_Livros de projetos mecanicos

7. Ciência e engenharia dos materiais – Callister

Existem muitos livros do Callister, na minha visão, todos eles são destinados a estudantes, ou seja, não são materiais do “dia-a-dia” do projetista ou engenheiro, mas considero que para “Ciência dos Materiais” todo dia é uma escola.

Seja para compreender as propriedades físicas de um material, dimensionar um processo de tempera e revenimento ou compreender a compatibilidade entre materiais soldados, entender a a ciência dos materiais é fundamental, por isso este material do Callister está na minha lista. 

Livro indispensável à estante de futuros engenheiros ou técnicos em mecânica industrial.

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Impossível sobreviver sem literatura em Inglês, então aqui, segue algumas que realmente indico para resistência dos materiais.

IIW Guidelines on Weld Quality in Relationship to Fatigue Strength_Livros de projetos mecanicos
IIW Guidelines on Weld Quality in Relationship to Fatigue Strength_Livros de projetos mecanicos

8. IIW Guidelines on Weld Quality in Relationship to Fatigue Strength

Dimensionar solda sempre me deixou de cabelo em pé.

Não é uma tarefa fácil e tanto que há profissionais que dedicam toda a carreira apenas estudando solda.

Nem sempre temos uma norma específica para nos apoiar nos projetos que realizamos e as “boas práticas” de engenharia podem ser limitadas.

Este excelente material publicado pelo Instituto Internacional de Solda (IIW) traz um conteúdo incrível e prático que descreve como dimensionar soldas com base na resistência a fadiga.

Não é um material barato, mas na minha opinião vale cada centavo.

Além do dimensionamento por fadiga (que é o foco do material e a pior parte em dimensionamento de solda), o material também traz o dimensionamento por tensão nominal, cisalhamento, considerando a mecânica da fratura linear.

O livro também abrange os critérios de inspeção e aceitação de solda.

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Theory of Elastic Stability, Timoshenko_livros de projetos mecanicos
Theory of Elastic Stability, Timoshenko_livros de projetos mecanicos

9. Theory of Elastic Stability, Timoshenko

A prevenção contra instabilidade elástica é um tema que, infelizmente, não é levado a sério em projetos de estruturas.

Conhecer a suas causas e trabalhar a prevenção é de suma importância para um projeto bem feito, não apenas pelo profissionalismo, mas principalmente pela segurança.

Sem dúvida qualquer livro com o nome de Stephen P. Timoshenko estampado na capa, leva uma relevância a mais, e neste livro não é diferente.

Com certeza um grande matérial para ter na sua coleção.

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Theory of Plates and Shells_Livros de projetos mecanicos
Theory of Plates and Shells_Livros de projetos mecanicos

10. Theory of Plates and Shells, Timoshenko

Ouso dizer que este é o livro mais popular do mestre Stephen P. Timoshenko, principalmente entre aqueles que trabalham com projetos de vasos de pressão (e claro que tudo aquilo que envolva casca e placas planas).

Pergunte para um calculista das antigas e este será o livro recomendado.

Escrito em 1959 e até os dias atuais se mantém rico na elaboração e entendimento do tema.

SUPER RECOMENDO, nem que seja um usado encontrado em um sebo.

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Roark's Formulas for Stress and Strain_livros de projetos mecanicos
Roark's Formulas for Stress and Strain_livros de projetos mecanicos

11. Roark’s Formulas for Stress and Strain

Um verdadeiro mix de formulação direta ao ponto, com exemplos práticos e teoria muito (muito) aprofundada.

Este livro certamente é para quem quer cair de cabeça nos estudos e entender o tema com profundidade.

Este livro separa as crianças dos homens.

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Linkedin - Richard Budynas Richard

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Linkedin - Ali Sadegh Ali

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Simulação Computacional

Método dos Elementos Finitos em Análise de Estruturas, Luiz Eloy Vaz
Método dos Elementos Finitos em Análise de Estruturas, Luiz Eloy Vaz

12. Método dos Elementos Finitos em Análise de Estruturas, Luiz Eloy Vaz

Para os estudantes de engenharia mecânica o mais legal deste livro é a disponibilização de arquivos em formato Mathcad para testar os exercícios e casos abordados no livro (se você não conhece o Mathcad cadastre-se no site Clube do Projetista que logo mais disponibilizaremos artigos sobre este programa).

Se você está pensando em estudar elementos finitos, não cometa o erro de iniciar estudando um software (seja ele o Solidworks, Ansys, Creo, ou qualquer outro). Muitos estudantes fazem isso achando que o programa resolverá todos os problemas, mas, na verdade, o programa é apenas uma ferramenta, se não conhecer exatamente como o programa funciona a chance de errar é grande.

Este livro traz os conceitos básicos e principais. Vale muito a leitura e utilizar os exemplos. Os conceitos matemáticos não são tão simples, mas são importantes para o conhecimento.

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Escavador

Mais sobre o autor

Cosmos, Eng. Arivelto Bustamante Fialho
Cosmos, Eng. Arivelto Bustamante Fialho

13. Cosmos, Eng. Arivelto Bustamante Fialho

Não é novidade que o Solidworks está tomando uma grande parte do mercado de softwares CAD, principalmente por sua facilidade de aprendizado. Este mesmo conceito foi levado para o SolidWorks Simulation, programa de cálculo estrutural por elementos finitos.

Mas o que nem todo mundo sabe é que ele, nem sempre teve este nome, no passado seu nome era Cosmos Works, quando a empresa foi comprada pela SolidWorks está alterou o nome para combinar com a marca.

Este livro do Engenheiro Arivelto, apesar de antigo é muito, mas muito bom. Tanto para quem está estudando quanto para quem busca um material de consulta. O melhor do livro é que ele não se limita aos conceitos apresentados no material oficial da Solidworks (para quem faz o treinamento) mas também mostrar as ferramentas explicando o porquê de cada opção.

O livro é de 2008 por isso algumas funcionalidades novas não aparecem, mas nada que comprometa o aprendizado, é só utilizar o “help” no software para ficar por dentro das mudanças.

Já utilizei este material como base para palestras e treinamentos que ministrei. No idioma português este é o melhor livro para estudar Solidworks Simulation.

Traz os conceitos teóricos alinhados com exemplos práticos. Há outros pequenos capítulos que tratam sem grande profundidade a análise avançadas como:

  • Não linearidade
  • Flambagem
  • Transferência de calor
  • Análise de escoamento de fluidos

Com conteúdo suficiente para ter noção de onde pode chegar com as ferramentas. O autor aproveita para incluir uma introdução dos conceitos teóricos de elementos finitos de forma bem clara e objetiva.

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Mais sobre o autor

Elementos Finitos – A Base da Tecnologia CAE, Avelino Alves Filho
Elementos Finitos – A Base da Tecnologia CAE, Avelino Alves Filho

14. Elementos Finitos – A Base da Tecnologia CAE, Avelino Alves Filho

“Se o engenheiro não sabe modelar o problema sem o computador, ele não deve fazê-lo tendo o computador” – Avelino Alves Filho

É com esta frase que o autor começa o seu livro deixando clara a sua intenção de entregar toda a base necessária para utilizar uma ferramenta computacional como está, seja ela qual marca for.

O autor é uma das grandes autoridades no assunto no Brasil. E este é sem dúvidas a melhor literatura para quem quer aprender com profundidade o que são elementos finitos e também como os cálculos são realizados em um computador. Pois, traz a história do método assim como os conceitos matemáticos.

Uma analogia é ter a mais avançada calculadora gráfica disponível no mercado, mas quem a utiliza não sabe o que é uma conta de mais ou menos, ou seja, ele irá nada mais que apertar botões e dizer que sabe calcular.

O mesmo vale para quem conhece um software de elementos finitos, mas não conhece os conceitos por trás do método. Para preencher esta lacuna esta literatura é ideal e de fácil compreensão, traz de forma simples e clara tudo que é necessário para entender o Método dos elementos Finitos.

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Mais sobre o autor

Elementos Finitos – A base da Tecnologia CAE – Analise Não Linear, Avelino Alves Filho
Elementos Finitos – A base da Tecnologia CAE – Analise Não Linear, Avelino Alves Filho

15. Elementos Finitos – A base da Tecnologia CAE – Analise Não Linear, Avelino Alves Filho

Possui a mesma metodologia empregada em seu primeiro livro (Elementos Finitos A base da Tecnologia CAE), porém abordando casos não lineares, ou seja, estudos onde as condições de contorno variam ou o material não se comporta puramente elástico (como plásticos e outros materiais com grande deformação).

Trata-se de estudo avançado do método tendo como base obrigatória os conhecimentos matemáticos e físicos das análises lineares.

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Elementos Finitos A base da Tecnologia CAE – Analise Dinâmica, Avelino Alves Filho
Elementos Finitos A base da Tecnologia CAE – Analise Dinâmica, Avelino Alves Filho

16. Elementos Finitos A base da Tecnologia CAE – Analise Dinâmica, Avelino Alves Filho

Com foco em análises onde existe movimento este outro livro do Avelino traz mais informações do nosso mundo de projetos, afinal na grande maioria das vezes as nossas máquinas e componentes não estão paradas quando em funcionamento. As formulações especiais para esta análise são abordadas neste livro e assim como os outros dois temas não há literatura similar no idioma português.

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Finite Element Simulations With Ansys Workbench, Huei-huang lee
Finite Element Simulations With Ansys Workbench, Huei-huang lee

17. Finite Element Simulations With Ansys Workbench, Huei-huang lee

Domina o inglês e quer estudar elementos finitos?
Então aproveite este livro fantástico que aborda além dos conceitos básicos também a aplicação prática utilizando o software de simulação Ansys.

O livro traz um CD com diversos arquivos 3D para estudar e resolver os exercícios propostos no livro.

Ele utiliza a versão mais nova do Ansys já incluindo a interface Workbench. Todos os exemplos mostrados são tratados passo-a-passo tomando o cuidado de explicar tanto o software quando os conceitos físicos e matemáticos.

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Concepts and Applications of Finite Element Analysis_livros de projetos mecanicos
Concepts and Applications of Finite Element Analysis_livros de projetos mecanicos

18. Concepts and Applications of Finite Element Analysis, Robert Davis Cook

Eu não nego pra ninguém que eu adoro os livros do Avelino (tanto que estão nesta lista), mas deve-se levar em consideração o propósito desse material

Se você está iniciando em elementos finitos, a coleção do Avelino será uma ótima pedida.

Mas se já passou da fase inicial e está partindo para estudos mais complexos e quer cair de cabeça e se tornar um especialista, sem dúvida este livro do Robert Davis Cook é referência no assunto.

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Outros Livros de Projeto Mecânicos (Bônus)

Tolerância, Ajustes, Desvios e Análise de Dimensões, Oswaldo Luiz Agostinho_Antonio Carlos dos Santos Rodrigues_João Lirani
Tolerância, Ajustes, Desvios e Análise de Dimensões, Oswaldo Luiz Agostinho_Antonio Carlos dos Santos Rodrigues_João Lirani

19. Tolerância, Ajustes, Desvios e Análise de Dimensões, Oswaldo Luiz Agostinho / Antonio Carlos dos Santos Rodrigues / João Lirani

Sabe quando você olha para um eixo, um cubo e se pergunta:

– Qual ajuste utilizar?
– Folga ou Interferência?
– O que são tolerâncias ISO-ABNT?

Essas respostas estão neste livro.

Um excelente material desses professores da Universidade de São Carlos/SP. Nenhuma outra literatura no Brasil traz trabalho igual ao apresentado neste livro. Não só os padrões utilizados em projetos dentro da esfera da “boa prática de engenharia” mas também estudos comprobatórios das funcionalidades de tolerâncias, ajustes e desvios de forma e posição.

Uma das coisas que mais gosto desse livro é a praticidade de várias tabelas com exemplos práticos, como tolerâncias em eixos, chavetas e cubos.

Já o utilizo a mais de 6 anos ( já é o segundo que compro, o primeiro chegou a soltar a capa de tanto que usei).

Aos professores, utilizem este livro com seus alunos! Já tive inúmeros profissionais trabalhando comigo que simplesmente não tinham o menor conhecimento de estudo dimensional.

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Mecânica Vetorial para Engenheiros, Beer Johnston
Mecânica Vetorial para Engenheiros, Beer Johnston

20. Mecânica Vetorial para Engenheiros, Beer Johnston

Outro clássico da engenharia mecânica, não como passar pelo segundo ano de faculdade sem ter feito ao menos um exercício deste livro. Excelente para estudantes, muito completo e com ótima abordagem. A didática utilizada é adequada para estudantes de nível superior, principalmente engenharia.

Não é um livro de consulta apesar de que em vários momentos de desenvolvimento de estruturas ele me ajudou na fundamentação do problema.

Possui duas versões, sendo elas:

  • Mecânica Vetorial para Engenheiros, Estática;
  • Mecânica Vetorial para Engenheiros, Dinâmica;

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Wikipedia

Conheça mais sobre o autor e acompanhe suas redes sociais.

Agora é com você…

Me diga qual destes livros você já possui?

Qual deles você consulta diariamente?

E qual você ainda não possui e gostaria de comprar?

Ah, essa classificação que fiz acima não determina grau de importância de nenhum dos livros que citei, todos, são Top #10, a foi apenas uma forma de expor as informações.

20 LIVROS DE PROJETOS MECÂNICOS DE CABECEIRA, OBRIGATÓRIOS EM 2020 (LISTA ATUALIZADA) 8

Fabrício Leinat

Fundador do Clube do Projetista

Projetista e Gerente de Projetos, atuou em projetos na Alemanha, Irlanda, Itália e nos Estados Unidos. Especialista em Simulação Numérica, Cálculo Estrutural e Otimização de Projetos, atua com os softwares Ansys, Matlab, Kissoft, Mathcad, SolidWorks, SolidWorks Simulation, SolidWorks Flow Simulation, Mode Frontier, Creo Parametric, Autocad e Scilab.