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Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks

Tudo o que você precisa saber para fazer uma compra com segurança

GUIA DEFINITIVO PARA MONTAR O SEU COMPUTADOR PARA SOLIDWORKS

Chegou a hora de responder à pergunta mais recorrente nos grupos de engenharia…

Qual o melhor computador para SolidWorks?

  • Intel ou AMD?
  • Nvidia ou AMD?
  • Qual processador escolher?
  • Quanto de memória devo utilizar?
  • Qual a melhor placa de vídeo?
  • E uma dúvida cruel… Devo investir em um equipamento gamer?

Se você tem estas dúvidas, leia este artigo que você vai aprender e entender.

De uma vez por todas!

Agora, se você não tem tempo e só quer mesmo uma recomendação, vá direto para conclusão e siga as recomendações. 😎

Índice

Os 3 Grandes Mercados (O Terceiro certamente é o seu)

Para iniciar a nossa escolha, devemos primeiro analisar o destino do computador e aqui eu faço três grandes divisões:

     1 – Grandes Indústrias

     2 – Pequenas Indústrias, Escritórios e Freelancers

     3 – Estudantes, Entusiastas e Freelancers

Computador para SolidWorks _Os 3 Grandes Mercados (O Terceiro certamente é o seu)

1. Para Grandes Indústrias

Vale a pena investir em hardware homologados pela SolidWorks, como os oferecidos pela Dell, HP e Lenovo. 

No final deste artigo eu demonstro exatamente como acessar o site da SolidWorks na área de hardwares homologados.

Estes equipamentos não trarão desempenho superior, porém, por via de regra, apresentam maior estabilidade e, principalmente, caso ocorra um problema com o computador a empresa estará suportada por alguém de nome, que possa confiar.

Para grandes empresas o custo superior (muito superior) de uma máquina homologada se justifica. 

Sem contar que você poderá contar com um especialista da marca para dimensionar o computador ideal.

2. Para Pequenas Indústrias e Escritórios

A escolha ou não por um equipamento homologado varia bastante.

Se a empresa executa trabalhos que demandam muito poder de processamento e por longo período, como os necessários em simulações CFD, um equipamento homologado se justifica, caso contrário acredito ser dinheiro jogado fora.

Para este público vale mais a pena destinar o valor investido em uma boa configuração que traga mais desempenho, mesmo que isso aumente o risco de, por exemplo, ter de trocar um componente em uma eventualidade.

Até porque, hoje em dia, qualquer componente pode ser facilmente adquirido, mesmo se você não está em uma grande metrópole, na internet encontrará tudo o que precisa.

O que dará uma grande flexibilidade. 

Mas para isso a empresa necessita de um departamento de TI ou um prestador de serviço que resolva esses possíveis problemas.

Caso a empresa não conte com ninguém com os conhecimentos necessários, então a opção de uma máquina homologada pode voltar a ser interessante.

3. Para Estudantes, Entusiastas e Freelancers

Normalmente não terão uma máquina exclusivamente dedicada para trabalho e muitas vezes optam por laptops.

Mesmo que não tragam um grande desempenho, no geral uma máquina portátil é a pedida.

No entanto, seja um laptop ou um desktop, este público costuma utilizar máquinas menos parrudas e acredito que serão a grande maioria lendo este artigo.

Estou certo?

Então segue a leitura…

Posso usar um Computador Gamer para rodar o SoliWorks?

Primeiro ponto relevante é que, muitos olham para um computador gamer, que é capaz de lidar com gráficos verdadeiramente pesados, que exigem muito do computador e então imaginam que será ideal para trabalhar com Solidworks.

A verdade não é bem essa, um PC Gamer não é indicado para SolidWorks. 

E vice-versa.

É claro que, este público irá buscar um equipamento mais “genérico” e que poderá sim ser um PC Gamer. 😵🧐

Calma pequeno 🦗, que eu esclareço…

O fato é que você terá de escolher onde precisa de mais desempenho, jogos ou SolidWorks. 

Veremos com mais detalhes a seguir com o porquê dessa diferença e como escolher cada componente.

Montando Seu Computador para SolidWorks: Entenda, de uma vez por todas, qual componente escolher

Qual o melhor Processador colocar num Computador para SolidWorks?

Qual o melhor Processador colocar num Computador para SolidWorks

Sem dúvida, o componente mais importante do computador.

O processador é o primeiro a ser escolhido, pois, ele é que irá determinar a quantidade máxima de memória suportada, o tipo de barramento PCI-e que estará disponível para a placa de vídeo e a velocidade do barramento da placa mãe.

Muito técnico?

Não se preocupe, segue a leitura que tudo vai se encaixar perfeitamente…

Intel ou AMD? Quais as características dos processadores que você precisa considerar na escolha do seu computador para SolidWorks?

Muitos são os fatores que uma escolha errada pode afetar no desempenho final.

No mercado, infelizmente, só há dois fabricantes de Processadores que podemos utilizar, Intel e AMD.

Processadores Intel, historicamente, levam a fama de entregarem maior desempenho, mas são muito mais caros.

Tecnologias recentes empregadas pela AMD nos modelos Ryzen desbancam em muitas aplicações por um custo muito menor.

Mas será que isso se aplica ao SolidWorks?

Infelizmente não, vejamos o motivo.

Os processadores foram evoluindo e, basicamente, foram aumentando o valor de clock suportado.

Clock é a frequência que o processador trabalha, é o relógio que dita o tempo que cada instrução leva para ser transportada de um ponto a outro.

Contudo, estamos no limite que o silício (principal material de fabricação de semicondutores) pode suportar.

Por esse motivo os fabricantes começaram a criar outras maneiras de aumentar o desempenho entregue sem ter que aumentar o clock.

Um desses artifícios foi aumentar a quantidade de núcleos em um mesmo processador.

Vamos tentar facilitar o entendimento com uma “Metaforação” 😁

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Imagine os núcleos como uma rodovia, se esta rodovia possui apenas uma faixa, assim apenas um carro por vez irá passar, se a mesma rodovia tiver duas ou mais faixas, mais veículos poderão passar ao mesmo tempo.

Uhuu, problema resolvido?

Não tão simples. 🥵

Para ter mais núcleos os fabricantes acabam sendo obrigados a penalizar o clock. 

Voltando a nossa “metaforação”… 

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Vamos imaginar que o clock é a velocidade máxima permissível na rodovia.

Nos processadores com um único núcleo, o nosso “carro” chega a 120km/h, para possuir dois núcleos o fabricante é obrigado o diminuir esta velocidade para 80km/h, mas, como são duas pistas, mesmo com essa redução de velocidade, o processador consegue um maior desempenho, pois dois carros a 80km/h seriam equivalentes a um único carro a 160km/h.

Entendeu?

O bom de entender como as coisas funcionam é que você poderá escolher seu PC sozinho

Além do número de núcleos, outro artifício é quantidade de memória Cache L3.

Essa memória é super veloz e é integrada no Processador.

Como esta memória está integrada a CPU e possui velocidade altíssima, sempre que um dado está dentro do cache o processador não precisa ir buscar na memória RAM, assim economiza tempo de ciclo de máquina (clock) e entrega um desempenho maior.

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Imagine a memória Cache como o tanque de combustível do carro e a memória RAM como um posto de combustível. Se acaba o combustível no tanque você tem que parar no posto para encher e isso leva tempo, então um tanque maior significa menos tempo parado no posto, ou seja, maior cache, maior desempenho.

O último ponto a ser analisado é a velocidade do barramento, que a velocidade com que os dados trafegam na placa mãe.

E apesar desses dados serem trafegados entre os periféricos conectados na placa mãe, é o processador que dita o ritmo.

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A velocidade de barramento é como a velocidade com que o frentista levaria para chegar até o carro, pegar a mangueira na bomba e encher o tanque.

Existem outros quesitos que determinam o desempenho de um processador, mas para a nossa aplicação são esses quatro que mais importam.

    ✔️ Frequência (Clock) em MHz;

    ✔️ Quantidade de Núcleos;

    ✔️ Memória cache;

    ✔️ Velocidade de barramento;

Então, por quê a Intel é Melhor?

A Intel sempre priorizou combinações que resultem em um maior desempenho por núcleo.

Enquanto a AMD prioriza maior quantidade de núcleos com um desempenho por núcleo menor.

A AMD também tem utilizado maior quantidade de cache para melhorar o desempenho, mas ainda assim com menor desempenho por núcleo.

Em cima de cada núcleo temos também as Threads, que são a capacidade multitarefas do sistema.

Os processadores da Intel, top de linha da geração i9, por exemplo, trabalham com frequência de até 4.5GHz, contém de 10 a 18 núcleos, 36 threads;

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 1

Já os processadores AMD Ryzen pode conter até 64 núcleos e 128Threads, mas com um clock de 4.3GHz, porém ao custo muito menor.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 2
Mas então a escolha mais viável seria AMD, certo?

Não tão rápido pequeno 🦗!!!

O SolidWorks foi desenvolvido predominantemente como uma aplicação single core (e single Thread), ou seja, ele só utiliza um único núcleo e ignora todos os demais.

Ok, não são todas as aplicações do SolidWorks.

Explicando melhor, no mundo do SOLIDWORKS, os usos do multithreading podem variar.

Para modelagem de peças e modelagem de montagem, a maioria das operações de processamento é serial, ou seja, um processo precisa ser resolvido antes que o próximo processo possa ser iniciado.

Devido à natureza dessa modelagem paramétrica linear, o multithreading não é muito utilizado e um único processador com uma velocidade mais rápida terá um desempenho melhor do que um processador multicore com velocidades mais lentas.😎

Por outro lado, os desenhos podem utilizar vários núcleos, principalmente ao abrir e visualizar um desenho com várias folhas.

Então o Solidworks Simulation e Solidworks Flow Simulation podem executar e resolver estudos utilizando vários núcleos.

O que significa, que em uma simulação complexa será resolvida muito mais rapidamente com vários núcleos trabalhando simultaneamente do que com uma única CPU mais rápida.

O PhotoView 360 e SolidWorks Visualize são exemplos de outros programas que podem tirar proveito de vários núcleos para gerar renderizações mais rápidas.

Porém estes fazem uso preferencial de processos na GPU para melhor resultado.

Com base em testes de bancada, podemos afirmar que quando estamos trabalhando com modelamento e detalhamento no Solidworks, de modo geral ele pode tirar proveito de até dois núcleos do processador.

Aqui temos a lista completa de funções do SolidWorks que tomam proveito de maior quantidade de Threads:

✔️ File Open (Abrir arquivo);

✔️ File Save (Salvar arquivo);

✔️ File Conversion (Converter arquivo);

✔️ Boolean (subtrair e combinar corpos);

✔️ Silhouettes (criação de silhuetas);

✔️ Line generation (criação de linhas);

✔️ Mass properties (cálculo de propriedade de massa);

✔️ Body check (verificação de corpos, principalmente na importação de arquivos                    não nativos com STEP e AGS);

✔️ User Interface Activities (caixa de diálogo, dicas, etc);

✔️ Swbgproc.exe (processo responsável por atualizar o desenho);

Para simulação utilizando o SolidWorks Simulation e Flow Simulation ou renderização no PhotoView 360 e SolidWorks Visualize, até seis núcleos trazem vantagens no desempenho, acima disso é praticamente inútil, o software simplesmente não faz uso dos núcleos extra.

Como os processadores da Intel resultam em um maior desempenho por núcleo e o SolidWorks não pode fazer uso de grandes quantidades de núcleos, então os processadores da AMD. Infelizmente, não são os mais indicados.

É exatamente por isso que posso afirmar que PC’s para jogos não são os mais indicados para trabalhar com simulação, pois, diferente do SolidWorks, os jogos podem sim fazer proveito de muitos núcleos extras por conta da sua arquitetura que é diferente.

E temos de lembrar que, normalmente não estamos apenas com o SolidWorks aberto, por isso alguns núcleos e threads a mais podem ajudar, não diretamente no SolidWorks, mas sim nas demais aplicações que estão sendo executadas simultaneamente.

Na imagem abaixo estão os 10 processadores com o melhor desempenho Single Thread apresentados no site cpubenchmark.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 3

Não é à toa que todos os 10 primeiros são processadores Intel.

O modelo i9-10900K de décima geração é o que apresenta o melhor desempenho com 3.203 pontos.

Mas mesmo um i5-10600K com custo muito inferior também apresenta excelente desempenho com pontuação similar ao campeão i9, atingindo 3.024 pontos nos testes.

Para efeito comparativo, vamos incluir modelos fazendo uso de multi thread.

O Processador AMD Ryzen Threadripper 3990X com seus incríveis 64 núcleos e 128 threads (que o Solidworks iria ignorar), atingiu a marca de 80.2010 pontos.

Para aplicações que são capazes de aproveitar o maior número de núcleos e threads, os processadores AMD reinam absoluto.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 4

Dito tudo isso, resumo que um processador Intel com 6 ou 8 núcleos será excelente para o seu computador para SolidWorks.

Portanto a minha sugestão é investir em processadores Intel para aplicações com SolidWorks.

Dica

Recomendo que o recurso Hyperthreading, se disponível, seja desabilitado na BIOS da Placa Mãe, uma vez que esta função irá reduzir a velocidade de clock para priorizar funções de multi tarefa, que, como já vimos, para o SolidWorks não trará benefícios.

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Quanto de memória precisa ter um computador para Solidworks

Quanto de memória precisa ter um computador para Solidworks

🔹 Quanto mais memória melhor?

🔹 Sim ou com certeza?

A memória RAM é responsável por armazenar os dados que estão sendo executados pelo processador.

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A RAM seria o caminhão que entrega gasolina no posto. Quanto maior o caminhão, maior quantidade de combustível ele consegue armazenar para entregar no posto de combustível (memória Cache).

Por isso, sim!

Quanto mais memória RAM instalada melhor será o desempenho, mas não é só isso…

Assim como os processadores as memórias também possuem velocidade de clock (velocidade máxima na rodovia).

E quanto maior a velocidade também será maior o desempenho.

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A velocidade das memórias pode ser comparada ao tempo que o combustível leva para sair do caminhão e passar pela mangueira até o reservatório do posto, quanto maior for o diâmetro da mangueira, menor será o tempo de carga e descarga.

🎗️ Lembrando que, antes de escolher a sua memória, você precisa verificar qual a velocidade o seu processador consegue acessar os dados, clock diferentes podem ser utilizados, mas o desempenho será limitado por aquele de menor valor.

Para o máximo proveito, processador e memória devem possuir os mesmos valores.

Outro dado importante a ser notado é a latência da memória.

Todo pente de memória possui um controlador, é esse controlador que recebe o comando para ir buscar um dado ou para escrever um dado na memória.

O controlador, para funcionar, consome alguns ciclos de clock para executar a tarefa que lhe foi solicitada.

Esse tempo gasto entre receber e o comando e executar é o que chamamos de latência.

Maior latência significa mais tempo gasto sem fazer nada útil para o desempenho.

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Latência seria como o motorista do caminhão e quanto tempo ele leva até receber o “ok” para carregar ou descarregar o caminhão, sair da cabine, ir até a mangueira e efetivamente despejar o combustível.

Latência é um tempo de trabalho inútil para o processo, por isso memórias com menor latência são preferenciais.

Memórias também podem trabalharem em pares, chamados de números de canais.

A maioria dos processadores Intel i3, i5, i7, i9 e Ryzen 3, 5, 7 e 9 atuais podem trabalhar com 2 canais de memória.

Isso significa que o processador consegue fazer mais acessos simultâneos ao mesmo tempo.

Processadores de altíssimo desempenho como os Intel Xeon e AMD EPYC trabalham com números muito maiores de canais de memória por serem mais indicados para servidores.

Utilize sempre o número máximo de canais de memória que o seu processador permite.

Isso significa que, se você for instalar 16GB de RAM, opte por utilizar dois pentes de 8GB cada, sempre respeitando memórias com o mesmo valor de clock e mesma latência.

Isso garante melhor desempenho e também estabilidade de todo o sistema.

Falando de estabilidade, existem memórias RAM com recurso ECC (Error Correction Check).

Este recurso possibilita a memória verificar possíveis erros de escrita e leitura, o que garante maior estabilidade do sistema.

Este tipo de memória é indicado para processos críticos, como por exemplo grandes simulações, principalmente CFD, que podem levar dias para serem executadas. Durante os cálculos, pode ocorrer um erro na memória e travar o sistema, perdendo assim todo o tempo de trabalho.

Computadores homologados costumam ter esse recurso disponível, mas devo dizer que tanto as memórias com esse recurso quanto processadores e placas mãe, possuem um custo bem mais elevado.
Por isso só indico investir nesse recurso somente para processos verdadeiramente críticos, onde a perda de um dia de trabalho resultará em uma perda muito grande.

Para a grande maioria dos usuários, mesmo avançados, memórias ECC não são necessárias.

Voltando sobre a quantidade de memória a ser instalada..

Para a maioria dos usuários que trabalham com modelamento e detalhamento, 8 GB será suficiente e 16 GB o recomendado.

Para ter a certeza de quanto de memória você precisa, execute apenas o SolidWorks e abra uma montagem grande.

Depois disso abra o gerenciador de dispositivo e verifique quanto de memória está sendo utilizada.

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 6
No meu caso, abrindo uma grande montagem de um cliente, está sendo consumido 7,0 GB, como sei que é um tamanho de montagem médio que costumo trabalhar, sei que apenas 8,0 GB seriam pouco pra mim, pois qualquer outra aplicação aberta já começaria a utilizar memória de paginação.

Memória de paginação, em poucas palavras, é um recurso utilizado pelo Sistema Operacional que transforma parte do HD em memória RAM. Porém, como o HD é muito mais lento que a memória RAM, os recursos que utilizarem memória de paginação ficarão muito lentos.

É por isso que neste computador possuo 16 GB de memória RAM.

Se você for trabalhar com SolidWorks Simulation, o mínimo recomendado são 16 GB de RAM e para SolidWorks Flow Simulation 32 GB de RAM.

Isso por que durante as simulações o volume de dados sendo processado é enorme.

Contudo, leve em consideração esses valores apenas como uma orientação, se vai trabalhar com simulação, principalmente CFD, a quantidade de memória exigida será grande.

Vale a pena em um primeiro momento investir em conjunto que permita um up-grade de memória no futuro, caso a quantidade escolhida inicialmente não tenha sido necessária.

De qualquer forma, investir em uma boa quantidade de memória RAM irá resultar em melhor desempenho

Definindo a placa-mãe

Placa-mãe ideial em um computador para solidworks
No passado, o desempenho final do computador era muito dependente de uma boa escolha da placa mãe, isso porque todos os dados trafegados dependiam do desempenho do chipset que era utilizado.

O acesso do processador a memória e barramento de vídeo, passava por uma parte do chipset chamada northbridge (ponte norte), que ficava responsável por essa comunicação mais “nobre”.

Outra parte do chipset era chamada de southbridge (ponte sul), que possui menor desempenho e ficava responsável pela comunicação de setores menos críticos, como barramento PCI, comunicação serial e som.

Por isso, até meados de 2005, o desempenho de computadores era fortemente dependente da qualidade do chipset utilizado pela placa mãe.

Com o  passar dos anos, os fabricantes de Processador AMD e Intel, integraram dentro do chip a maioria das funcionalidades que anteriormente o chipset era responsável (e, ao mesmo tempo falindo todas as fabricantes de chipset).

Isso resultou em um aumento no desempenho, pois agora, os processadores eram capazes de controlar e acessar diretamente memória, barramento PCI-e entre outros controles.

Ao mesmo tempo, a dependência por placas mãe top de linha para resultar em desempenho superior diminuiu drasticamente.

Recentemente uma nova tecnologia começou a ser popularizada entre os fabricantes de processador que novamente colocou boas placas mãe em evidência.

Processadores mais velozes consomem mais energia, e consequentemente esquentam mais. E se tem uma coisa que processador não gosta é de calor.

Para reverter isso foi empregado uma técnica de clock dinâmico, onde o processador consegue aumentar ou diminuir a velocidade do clock conforme a necessidade do usuário.

Acontece que este recurso de clock dinâmico é fortemente dependente da regulagem de tensão entregue pela placa mãe. Reguladores de tensão mais simples forçam os processadores a diminuir, pois necessitam de um melhor controle de corrente para que possa trabalhar corretamente.

Processadores de entrada não costumam possuir esse clock dinâmico, assim não faria sentido investir em uma boa placa mãe.

Mas como aplicações profissionais exigem processadores melhores, por via de regra, o processador terá esse controle.

Então antes de pensar na placa mãe, primeiro analise qual processador irá investir.

Outra dica é adquirir placa mãe com 4 slots de memória, assim, no primeiro momento, você poderá instalar apenas dois pentes de memória para garantir o dual channel que já mencionamos antes, mas mesmo assim garantir no futuro um up-grade com mais memória sem a necessidade de se desfazer dos pentes de memória que já adquiriu.

Placa mãe para Solidworks

Por fim, para um desempenho verdadeiramente profissional no uso do SolidWorks, uma boa placa mãe moderna precisa ter slot para conexão de SSDs M.2. Falaremos mais deles mais adiante, mas ter ao menos um slot disponível na placa mãe será essencial.

A tecnologia de armazenamento evoluiu bastante, primeiro eram os HD’s, que possuíam internamente discos rígidos, posteriormente os SSD’s, baseados em bancos de memória e muito mais velozes que os primeiros, e agora, os mais modernos, os SSD’s M.2.

Basicamente neste novo modelo o a barramento de dados é o PCI-e, ou seja, mesma linha de acesso de alta velocidade empregada nas placas de vídeo.

Os modelos PCI Express 3.0 usando 4 linhas podem atingir uma taxa de transferência de até 32 Gbps enquanto os barramentos ATA antecessores atingiam no máximo 6G.

Dica

Os demais recursos de uma placa mãe como quantidade de portas USB disponíveis, recursos de áudio e rede, são recursos secundários que valem analisar a necessidade do usuário, mas que não trarão diferença no uso do SolidWorks.

Unidade de Armazenamento (HD e SSD): Qual utilizar em Computador para SolidWorks?

Qual HD para um computador para SolidWorks

Não gaste tanto dinheiro com unidades de armazenamento ultra velozes.

Ok, ok, eu sei que quanto mais rápido melhor e que até você leu muito como deixar cada processo ser executado no menor tempo possível para acelerar ao máximo a sua produtividade quando estiver trabalhando com o SolidWorks.

Mas se a resposta para tudo fosse exatamente “compre tudo o mais rápido possível que caiba no seu bolso”, este artigo teria apenas uma linha e não seria o Guia Definitivo para Montar o seu computador para Solidworks, não é mesmo?

Para continuarmos, é preciso entender brevemente a aplicação da Unidade de Armazenamento. Basicamente é aqui onde fica armazenado toda a informação do seu computador, seja seus arquivos, programas ou sistema operacional.

A Unidade de Armazenamento, que daqui em diante chamarei apenas de U.A., se difere da memória RAM por ser não volátil, ou seja, na memória RAM, quando o seu computador é desligado, toda a informação nela contida é perdida.

As U.A.s são projetadas para armazenar uma quantidade de informação muito maior do que aquela suportada pela memória RAM.

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Voltando a nossa metáfora do nosso amigo motorista e a sua saga em dirigir e abastecer seu carro, a U.A. (sela ela um HD ou SSD), será a nossa refinaria, que armazena as quantidades enormes de combustível e que fica na espera do caminhão vir buscar o líquido precioso.

O problema é que U.A.s são bem menos velozes se comparadas com as RAMs, por isso os dados requisitados pelo processador, precisam trafegar do HD para as memórias RAM, e assim serem acessados muito mais rápido.

Então, basicamente, é um balanço entre velocidade e capacidade de armazenamento, sendo as memórias RAM super velozes porém com capacidade reduzida e a U.A. com velocidades bem inferiores mas com capacidade de armazenamento maior (e sem perder os dados quando desconectado).

Essa velocidade menor, é bemmm menor, e sempre que é solicitado uma cópia dos dados, como quando você está abrindo um programa ou arquivo pela primeira vez, perceba que leva bastante tempo, mas perceba que este tempo é bastante reduzido quando está sendo executado uma segunda vez na mesma seção. Isso por que os dados já estão disponíveis na memória RAM.

Para tentar reduzir este gargalo, os engenheiros cada vez mais desenvolvem tecnologias melhoradas, como os SSDs e os mais recentes SSDs M.2.

A diferença principal é que HDDs (Hard Disk Drive), possuem uma agulha mecânica, que movimenta sobre um disco para ler os dados, como os antigos discos de vinil (dependendo da sua idade, talvez você nunca tenha visto um, mas dando uma googada vai ver o funcionamento).

Como a leitura e escrita depende do tempo de deslocamento físico da agulha, o desempenho acaba sendo bastante prejudicado, para contornar esse problema é que foram desenvolvidos os SSDs (Solid State Drives), que utilizam chips de memória, onde a leitura e escrita são feitos eletronicamente, podendo assim atingir velocidades muito maiores.

Os SSDs se comunicam no mesmo barramento dos antigos HDs, no padrão SATA, mas sem a limitação da velocidade física da agulha. Houve também um padrão ainda mais antigo, o padrão PATA, mas não vou tratá-lo aqui pois já considera-lo arcaico demais.

Outras variantes do SSD, e bem mais modernas, são os M.2 e NVMe, muito parecido com o primeiro mas que possui acesso direto ao barramento PCI-e, atingindo assim velocidades surpreendentes.

Nos barramentos SATA havia uma limitação de transferência de 560MBps, mesmo em sua revisão mais moderna, já nos modelos que acessam o barramento PCI-e essa velocidade atualmente chega a 3.120MBps, mas vale lembrar que este barramento possui uma velocidade teórica de até 32.000MBps (ou 32GBps), tendo assim muito espaço para up-grade no futuro.

Mas então, porque diabos eu comecei essa parte do artigo dizendo para não investir em unidades super velozes?

Como a nossa U.A., na nossa metáfora, é a nossa refinaria, é só imaginar quantas vezes por dia o caminhão tem de ir buscar combustível. Uma vez carregado, o caminhão distribui o combustível, até que seja solicitado um novo carregamento.
Quando estamos trabalhando no computador, dificilmente estaremos a todo instante abrindo novos arquivos ou programas. Normalmente passamos um bom tempo trabalhando no mesmo arquivo, e assim, não solicitamos novos dados que estavam armazenados na U.A.

No fim do dia, o que paga as contas é quanto você produziu no SolidWorks. Mesmo com os valores de SSDs terem caído muito nos últimos anos, ainda assim considero que não verá um aumento tão grande no seu desempenho.

Principalmente quando estamos falando de unidades com mais de 500GB de espaço de armazenamento.

Você só terá uma melhora no desempenho do SolidWorks, quando estiver abrindo uma grande montagem, após carregado em memória, sendo assim, o mais importante é ter bastante memória RAM.

Dessa forma, sugiro o investimento em duas unidades, sendo um SSD de pelo menos 128GB, mas recomendo 256GB, se couber uma versão M.2 no seu bolso, melhor, pois já estará preparado para futuros up-grades. E na segunda unidade, um HD SATA de 1TB, de preferência com 7200RPM.

Uma outra tecnologia é a NVMe, que não se trata exatamente de um novo barramento, mas sim um melhoramento via software que aumenta o desempenho. Mas caso queira se aprofundar no assunto, sugiro dar aquela boa googada, há muitos outros bons artigos específicos em sites de informática, como o do site canaltech que deixarei no fim desse artigo e que utilizei como fonte de pesquisa.

Para finalizar este tópico, tem algo que é exceção e você deve considerar casa trabalhe dessa forma.

Se você trabalha com simulação transiente e costuma salvar os dados de cada interação, então investir em um SSD super veloz fará muito sentido, pois cada interação, principalmente quando estamos falando de dinâmica dos fluidos, possui uma quantidade enorme de dados, e este salvamento toma muito tempo.

Apenas entenda que se este for o seu caso, e você está pensando em ganhar desempenho no SSD, prepare para investir em SSDs grandes, de 1TB, e recomendo trabalhar em RAID 0, ganhando um pouco mais de desempenho, mas principalmente aumentado a segurança dos dados.
SSDs possuem um tempo de vida, sendo limitado pela quantidade de vezes que você leu e escreveu dados, tendo um RAID 0 em sua máquina você terá uma segurança maior em salvar os seus dados caso um dos SSDs venha a falhar.

Mas esse é um caso muito específico, onde busca grande desempenho em aplicação que para a grande maioria de profissionais não é a realidade.

Qual a melhor Placa de Vídeo?

PLaca de vídeo para um computador para solidworks
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E estamos chegando ao fim da nossa viagem, com tanque cheio e rodando velozmente em pistas largas. 🚗🚗💨

Ao chegar ao seu destino, você decide dar uma parada no lava-rápido e deixar o carro brilhando antes de estacioná-lo na garagem.

Calma, eu explico o que isso tem a ver com placas gráficas

O nosso último item da lista é, sem dúvida alguma, o mais procurado e o que gera mais dúvida.

E mais uma vez, a opção mais cara pode não ser a melhor opção para quem deseja trabalhar com SolidWorks.

Como Funciona a placa de vídeo?

A Placa de Vídeo é responsável por receber todos os dados processados e convertê-los de forma visual para os nossos olhos.

Ela recebe uma montanha de informação e precisa calcular a cor de cada pixel e combiná-los para poderem formar as imagens.

Assim como discutimos sobre PCs Gamers no tópico sobre processadores, aqui também há essa confusão.

Imaginando que uma placa de vídeo que roda o mais pesado Game, no máximo de FPS, será a melhor opção para trabalhar com SolidWorks, afinal os gráficos nem são tão pesados assim.

É verdade que muitos entusiastas ou mesmo profissionais, utilizam placas de vídeo gamers para trabalhar com SolidWorks e podem até estarem satisfeitos com o resultado.

O ponto é que, quando subimos o nível de projetos, com montagens cada vez maiores com mais componentes, precisamos investir em placas mais caras e se o foco for SolidWorks, pode ser que a sua placa não esteja entregando tudo que poderia pelo preço que foi gasto.

E é por isso que existem dois grandes mundos de placas de vídeo.
As placas para Gamers e Placas Profissionais.

Placas gráficas possuem no seu coração uma GPU, que é basicamente um processador (CPU), mas com foco em resolver cálculos destinados aos gráficos.
E assim como as CPUs, as GPUs também possuem núcleos, mas não estamos falando 6 ou 8 núcleos, aqui os valores passam de centenas ou até milhares de núcleos.

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Imagine que a placa de vídeo seja a pessoa que irá lavar o carro utilizando uma mangueira, quanto mais pessoas com mais mangueiras, mais rápido o carro será lavado, isso são as quantidades de núcleo na GPU.

Assim como processadores, quando falamos de placas de vídeo, infelizmente também não temos muitas opções de marcas, apenas duas na verdade, sendo elas a NVidia e AMD.

Na verdade, esses são os fabricantes das GPUs e existem sim muitos outros fabricantes que compram essas GPUs para montar as próprias placas, mas no final só existirão essas duas tecnologias.
Mais uma vez no nosso exemplo, a mangueira utilizada para lavar o carro, na verdade, poderia ser utilizada para uma infinidade de tarefas como lavar uma bicicleta, uma moto, a calçada ou mesmo regar o jardim.

Essa analogia se aplica a nossa placa de vídeo Gamer, que possui um excelente desempenho em jogos, mas que é pensada para também poder atender a uma gama maior de aplicação.

Mas não importa o quão profissional seja a pessoa com a mangueira lavando o carro, ela nunca será tão rápida como uma máquina de lavar carros, automatizada (essas de rolos gigantes que ficam girando), é nesse mundo que as placas profissionais se encontram.

São acessórios projetados e fabricados para rodar softwares profissionais e seu desempenho será esmagadoramente melhor.

Para explicar melhor esses dois mundo e o que eles representam para nós, vamos tomar por base essa placa Gamer da Nvidia Geforce GTX 1080 Ti.
Esse monstro possui os impressionantes 3.584 Cuda Cores com clock básico a quase 1.6GHz e memória de 11 GB GDDR5X.

E tão impressionante quanto a suas especificações e também o preço, no momento que estou escrevendo este artigo, o menor preço disponível na internet é de mais de R$6.000,00!
Agora vamos comparar com uma placa profissional de entrada, uma NVidia Quadro P1000 que possui 640 Cuda Cores e 4 GB GDDR5.

Configuração bem mais modesta, certo?
E também o preço, uma placa dessa sai por volta de R$2.000,00, três vezes mais barata.

Mas tudo isso são apenas números, o que os testes de performance dizem sobre cada uma delas?

Bem, é aqui que as coisas ficam interessantes e começam a fazer sentido.
Vejamos estes resultados obtidos pelo Linus Tech Tips, um grande canal Canadense YouTube que traz tudo sobre tecnologia.

Nos resultados obtidos utilizando o SPECViewPerf benchmark a nossa placa de entrada Quadro P1000 recebeu nota 80,4 contra 68,9 da GTX1080Ti.

É uma verdadeira surra, principalmente se considerarmos ser uma placa que custou 3 vezes menos!!!

Melhor placa de video para um Coumputador para SolidWorks

A vitória das placas profissionais fica mais evidente quando incluímos os modelos de alta performance.

Melhor placa de video para um Coumputador para SolidWorks

Mas percebe que isso não significa que essas placas são melhores em tudo.
Na verdade, são placas gráficas destinadas ao uso profissional e são indicadas para quem quer utilizar o computador para essa finalidade.

No site da SolidWorks é possível encontrar os modelos que foram testados e estão “homologados” pela empresa.

A AMD também possuem suas placas profissionais no modelo Radeon Pro, que são também placas excelentes sendo inclusive utilizadas nos PCs da Apple.
Mas devo dizer que para aplicações como o solidWorks a marca NVidia ainda leva vantagem.

Sem contar que as placas profissionais da AMD são mais difíceis de serem encontradas no Brasil, mas ainda assim são mais baratas, então pode valer a pena incluir na pesquisa.

Lembre-se que essas placas apresentam mais desempenho em aplicações profissionais, isso não significa que elas entregarão mais FPS em jogos.

As placas profissionais possuem os mesmos processadores que os disponíveis na linha Gamer, mas a construção da placa, como um todo, leva vantagem, não apenas no hardware mas também nos softwares de controle e drivers, tudo para melhorar o desempenho em aplicações profissionais.

Também costumam ser dotadas de memória ECC (que vimos no tópico sobre memória RAM), que cuida para que os erros nos dados sejam corrigidos, garantindo uma estabilidade muito superior no desempenho.

Se compararmos placas equivalentes, ou seja, com o mesmo processador, mas da linha Geforce contra Quadro, o valor será entre duas a três vezes mais caro, este custo a mais, se dá pelos seguintes fatores:

1. Possuírem melhor desempenho;

2. Por possuírem um maior controle de qualidade na fabricação;

3. Por serem fabricadas em lotes menores se comparado com aplicação Gamer;

4. Mas principalmente por ser aplicações de trabalho, o uso dessas placas é para ganhar dinheiro e não lazer, então empresas podem pagar mais pelo produto e os fabricantes aproveitam isso.

Estas são minhas recomendações:

Se estiver começando com SolidWorks e quer “brincar” mais sério e até fazer alguns trabalhos, eu fortemente recomendo placas NVidia Quadro.

Agora se a grana estiver curta comece com o modelo P620, mas não recomendo o P400, pois considero uma placa muito “fraca”.

Se você é um estudante de engenharia e quer um PC para jogos, mas que também possa estudar ou até fazer alguns trabalhos com o SolidWorks, comece com uma GTX 1650 ou outro modelo próximo.

Meus conselhos aqui são sobre SolidWorks, não entendo nada de Games.

Para montagens de até 30 componentes, todas as placas de entrada atualmente darão conta do recado.

Acima disso o investimento terá de ser maior. Se for incluir renderização para os seus trabalhos, uma P1000 para cima será necessário se quiser ter um desempenho bom.

Escolha uma placa decente que caiba no seu bolso, mas uma coisa é certa, ter uma placa dedicada é fundamental, nada de placas on-board para aplicações profissionais.

Resumo: Consulta Rápida para quem não tem tempo + Contéudo Extra [🔴 Fonte de Alimentação]

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Espero que este artigo tenha te ajudado de alguma forma e que você possa escolher corretamente qual computador investir na sua próxima aquisição.

Agora eu gostaria de saber…

✔️ Este artigo te ajudou?
✔️ Era isso que procurava?
✔️ Discorda de alguma coisa ou tem algo para acrescentar?

Deixe abaixo 👇 seu comentário e contribuição.

Forte abraço,

Guia Definitivo para Montar o Seu Computador para Solidworks 7

Fabrício Leinat

Fundador do Clube do Projetista

Projetista e Gerente de Projetos, atuou em projetos na Alemanha, Irlanda, Itália e nos Estados Unidos. Especialista em Simulação Numérica, Cálculo Estrutural e Otimização de Projetos, atua com os softwares Ansys, Matlab, Kissoft, Mathcad, SolidWorks, SolidWorks Simulation, SolidWorks Flow Simulation, Mode Frontier, Creo Parametric, Autocad e Scilab.

Quem quer ser um Projetista? (Minha experiência profissional nas áreas de projeto mecânico e automação)

Quem quer ser um Projetista? (Minha experiência profissional nas áreas de projeto mecânico e automação)

Quem quer ser um Projetista?

Minha experiência profissional nas áreas de projeto mecânico e automação

Projetista

Projetista é um termo muito amplo e refere-se desde o profissional  que projeta móveis até aquele que projeta aviões e navios, então, antes de prosseguir, preciso dizer que esse texto foi baseado na minha experiência profissional que abrange as áreas de projeto mecânico e de automação.

Definitivamente:

Este é um conteúdo que eu mesmo gostaria de ter lido, não só no início, mas em muitos momentos que me senti perdido.

Este é um resumo dos meus passos que me levaram ao topo da minha carreira e atuar em projetos em diversos países.

Quer aprender? Segue a leitura…

Índice

A Carreira de Projetista

A carreira de projetista

A história de um jovem, que teve uma infância difícil e que se agarra a uma oportunidade de ficar milionário e realizar algo grande é sem dúvida fascinante.

No filme, “Quem quer ser um milionário” a história de vida de Jamal, um garoto pobre indiano, que vê em um programa de televisão o vislumbre de ganhar muito dinheiro e poder reencontrar a sua amada em muito se compara a carreira de Projetista aqui no Brasil.

Mas, deixando toda a fantasia do filme de lado…

A carreira de Projetista começa bem difícil.

Principalmente pela falta de bons cursos e informações técnicas na nossa língua.

Até o meio da década de 90, várias escolas técnicas formavam verdadeiros artistas quando o assunto era Projetos Mecânicos.

Escolas como o SENAI, Pro-tec e FATEC (que eu tive o prazer de estudar) entregavam ao mercado, profissionais com o verdadeiro embasamento necessário para iniciar na carreira.

Com o passar dos anos, essas escolas perderam o seu brilho e se destacar no mercado está cada vez mais difícil.

Então afinal, o que é preciso para ser um Projetista de Sucesso?

Assim como o personagem Jamal, do filme que comentei a pouco, para ser um projetista de sucesso você tem de desejar muito alguma coisa.

Jamal queria o dinheiro para reencontrar a sua amada.

Já o futuro projetista deve sonhar em desenvolver coisas novas, de inventar, a vontade de criar deve estar enraizado em suas entranhas.

Então se pensou que se a comparação com o filme seria a vontade de ganhar muito dinheiro, devo dizer que essa motivação não vai ajudar muito.

Quanto Ganha o Projetista e o que ele faz?

Quanto ganha um Projetista

A começar pela 💰💰 a profissão de Projetista pode ser muito bem remunerada.

Como mostra a pesquisa realizada pelo site Glassdor o salário de um Projetista Mecânico Senior pode chegar aos R$11.000,00.🤑

Até meados da década de 90, as funções dentro dos departamentos de engenharia eram muito bem definidas.

A carreira normalmente tinha início como desenhista e com o passar dos anos e ganho de experiência  acabava se tornando Projetista e seguindo depois para engenheiro ou mesmo calculista.

ok, ok, existia algumas variantes, mas basicamente era isso, não seja chato…

Com a popularização dos Softwares 2D (principalmente o Autocad), apareceram os Desenhistas CADistas, que basicamente eram desenhistas com conhecimento em algum software.

Assim, a primeira variante do desenhista, que era o desenhista copista, deixou de existir.

Esse profissional era responsável por pegar os desenhos e criar cópias a mão, com os softwares o trabalho se resumia em uma simples Ctrl C / Crtl V.

Com isso, os desenhistas que até então eram vistos como verdadeiros artistas com seus desenhos de linhas monocromáticos, rapidamente perderam o seu espaço, agora desenhos eram rapidamente criados, copiados, alterados e reaproveitados.

Não era mais necessário ser um artista, mas ainda assim tinha seu glamour.

Segue o fio da história…

Iniciado os anos 2000, veio a onda dos softwares CAD 3D (já existiam, mas extremamente caros e complexos, assim não tão usados em toda parte).

O projeto então saía do plano e dava espaço para uma visão em três dimensões.

Além de permitir a verificação de interferência permitindo a montagem virtual de componentes, esses programas também geram, quase como mágica, todas as linhas para criação do detalhamento 2D.

O profissional mesmo não tendo um grande dom de visão espacial e conhecimento de desenho técnico, era capaz de gerar um detalhamento seguindo padrões de desenho.

E assim, o projetista já não precisava mais do apoio de um desenhista, ele mesmo já era capaz de gerar os seus desenhos sem que isso lhe tomasse tanto tempo de projeto.

As empresas para reduzir custos, reduziram a oferta de trabalho para desenhistas já que agora um único profissional conseguia dar conta dos dois trabalhos.

É levar dois pagando preço de um, freguesia!!!!

Nessa época houve também a popularização do famigerado desenhista projetista.

Esse profissional surge para resolver dois problemas:

Sendo o primeiro uma questão trabalhista, como anteriormente eram duas profissões bem distintas, se o profissional precisa executar a função de dois, seria necessária a equiparação salarial de ambos.

Assim criando um novo profissional que já possua em sua descrição as duas funções, esse problema deixaria de existir.

Imagine aqui o barulho da caixa registradora  das empresas 💲💲.

Até esse ponto, muitas das evoluções tecnológicas reduziram os grandes salários e também a demanda por profissionais dessa área, além de permitir que profissionais não tão gabaritados entrassem no ramo, reduzindo ainda mais os salários 😔.

Por outro lado, os verdadeiros profissionais que se dedicaram em aprender com profundidade as novas ferramentas sem deixar de lado a essência da profissão, ou seja, conhecendo desenho técnico combinado com forte base matemática, física e de mecânica, continuaram tendo destaque e com salários elevados 💰🔝

Inclusive, hoje em dia, aspirantes a projetistas que só conhecem a ferramenta CAD tendem a ter baixos salários, enquanto os que não conhecem nem entrevista conseguem fazer.

Ta seguindo o fio da história? Então continue…

Para o lado de quem contrata, os profissionais que conheciam as novas ferramentas, dava a falsa impressão de que eram super adequados para a função, o que logo se mostrou que não era o caso.

Com isso, as empresas começaram exigir curso superior para candidatos a vagas de desenhista projetista, ou ainda como analista de projetos

Analista nããããão!!

Na minha visão esse foi um verdadeiro desastre para a categoria, tanto para quem trabalha com projetos quanto para quem contrata.

A indústria brasileira está extremamente carente de bons projetistas de nível técnico e acabam buscando engenheiros para essa função, pagando baixos salários para profissionais de nível superior.

O que desestimula alguém querer investir anos estudando engenharia ao mesmo tempo que os técnicos ficam sem espaço para essa função.

Contei toda essa história para agora perguntar…

Quer realmente ser um projetista?

Bem, eu quero, eu nasci para isso!

E se você, assim como eu, também quer, então continue lendo que agora que a história fica legal de verdade 😄

Como e, Porque me Tornei um Projetista

Como e Porque me tornei um Projetista

E se você chegou até aqui, não desistiu no meio da leitura, é porque você assim como eu, tem o desejo de ser aquele que “cria as coisas” e isso é do c#$%@!

Eu tenho orgulho em dizer que hoje eu faço o que amo e sou muito bem remunerado para isso, e se já um leitor do Clube do Projetista, sabe que eu nem sou formado em engenharia 😱😱.

Então para você que manteve até aqui, eu quero te dar um presente, compartilhar porque eu sou muito bem pago para trabalhar com o que eu amo.

Todo mercado vive em ondas e não é diferente nessa área.

Houve quem aproveitou a popularização dos cadistas, seja 2D ou 3D, saiu na frente e conseguiu bons salários quando poucos conheciam as ferramentas.

Eu tive a minha chance em 2003, estudando a fundo o Solidworks Simulation quando praticamente ninguém conhecia no Brasil.

Fui cada vez mais me especializando na ferramenta, aprendendo todos os módulos, buscando cada apostila disponível na internet, fosse em qual língua estivesse disponível.

Isso me deu uma grande vantagem competitiva.

Por isso a primeira dica é…

Como se tornar um projetista

Quer ser projetista?

Então busque as ferramentas CAD mais utilizadas na sua região e estude tudo sobre ela, afinal essa será uma das suas principais ferramentas de trabalho.

💡 Dica: Neste exato momento o assunto em alta é o Fusion 360. Não sabe o qué? Então você está atrasado.

Mas já adianto que essa não será a sua vantagem, essa onda já passou.

Hoje em dia, qualquer um que dedique algumas horas na internet encontrará inúmeros tutoriais no YouTube.

 Mas conhecer a ferramenta é o primeiro passo para uma entrevista.

Os Próximos passos

Passos para se tornar um projetista

Não esqueça das bases matemáticas, não haverá um dia que não irá utilizá-la.

E não estou falando de complexas derivadas e integrais, mas sim o necessário para trabalhar com física clássica (aquela desenvolvida pelo Niwtão).

Falando em física, ela será a base para todo o resto, velocidade, aceleração, toque, força, momento, tudo, tudo da física newtoniana.

É incrível pensar na quantidade de profissionais que trabalham com projetos e não sabem o básico de física.

Ter pleno conhecimento te ajudará a resolver os problemas de projetos mecânicos.

Bom! Tendo a base matemática e física, é hora de mergulhar no mundo da Resistência dos Materiais (ou Mecânica dos Sólidos, que é a gourmetização do RESMAT).

Tensão, deformação, estricção, von Misses, Tresca, estado duplo de tensão, estado triplo de tensão e fadiga são alguns dos termos que não só devem fazer parte do seu vocabulário, mas também serem entendidos com profundidade e não apenas como conceito.

Pegue agora um lápis, papel e calculadora e calcule qual a tensão gerada no ponto da estrutura abaixo

Conseguiu resolver?

Parabéns, você faz parte de uma pequena parcela de profissionais da área.

Não sabe por onde começar?

Bem! então vai ter de estudar para alcançar o seu diferencial.

E esse é um problema simples, imagine em estruturas complexas, como você vai resolver?

Neste artigo 20 LIVROS DE PROJETOS MECÂNICOS DE CABECEIRA eu indico livros que tratam de Resistência dos Materiais

Escalando seus Conhecimentos

O próximo passo é conhecer Elementos de Máquinas.

Porém, é um assunto tão vasto que é difícil comentar, mas o básico é obrigatório, como saber dimensionar um parafuso, vida de rolamento, engrenagem, eixos e chaveta.

No mesmo artigo do link acima você encontrará ótimas literaturas recomendadas.

Assim como conhecer elementos de máquinas, o conhecimento de cálculo de estruturas metálicas é importante.

Esse conhecimento não apenas traz toda uma área de atuação bem como ajuda no entendimento de geometria espacial.

Todos esses passos são o básicos de qualquer projetista de máquinas mas mesmo assim já vai dar uma grande vantagem sobre a maioria dos profissionais.

Porém lembra que comentei sobre essa área acontecer em ondas?

Quando e Qual é a Próxima Onda?

Qual a próxima onda em projetos

Estamos nesse exato momento vivendo uma nova onda de popularização. 🐣🐣

Quando os programas CAD 3D estouraram com Solidworks, Solid Edge, Inventor e Pro-E, já existiam outros softwares 3D no mercado, porém muito restrito e caros, como o caso do Catia onde apenas grandes corporações o possuíam.

No momento há uma onda muito similar, acontecendo com a popularização de soluções para Simulação baseada em Elementos Finitos.

Até a alguns anos, falar de elementos finitos era falar de Ansys, MSC NAstran, Algor, Abaqus.

Todos excelentes softwares, porém, de um custo proibitivo para a maioria das empresas.

Foi assim dado espaço para a nova onda onde as mesmas empresas que popularizaram os softwares CAD 3D com soluções mais simples de serem utilizadas e, principalmente, muito mais baratas incorporassem a suas soluções CAD módulos de simulação e cálculo estrutural baseados em elementos finitos.

Essa não é exatamente uma novidade.

Essas empresas disponibilizam a muitos anos essas soluções, porém somente agora elas estão se tornando populares.

E, principalmente, empresas estão entendendo a grande vantagem competitiva que essas soluções podem trazer, seja do ponto de vista econômico, onde evita erros e reduz a quantidade de protótipos como também reduzem o tempo de lançamento de um novo produto no mercado.

Assim como ocorreu com a redução da necessidade de ter um desenhista, as soluções de Elementos Finitas integradas ao Software CAD estão reduzindo a necessidade de Engenheiros Calculista e especialistas em simulação.

Está cada vez mais nas mãos do Projetista, seja ele de nível técnico ou superior, é um profissional que resolve tudo.

E assim como ocorreu com os desenhistas, onde em princípio parecia que o profissional não precisava conhecer a fundo desenho técnico, mas que logo veio por terra essa ideia, está também ocorrendo com os projetistas que estão iniciando a utilizar ferramentas de simulação CAE.

O profissional, mesmo que um grande conhecedor da ferramenta CAD e CAE, ainda assim, não poderá de jeito maneira abrir mão de toda a teoria e embasamento técnico das áreas de projeto mecânico.

Muito já se popularizou, mas ainda há um espaço muito maior para expandir no uso de ferramentas CAE.

A demanda por esse profissional não para de crescer e esse será o grande diferencial para os próximos anos.

Daqui a um tempo, assim como ocorreu com as ferramentas CAD, será algo obrigatório, cabe a você querer aproveitar essa nova onda ou esperar pela próxima revolução do projetista.

Agora é com você

Em qual fase você se encontra neste momento?

  • Estudando o Software CAD
  • Aprofundando em Resistência dos Materiais e Fenômenos físicos
  • Ou Metendo a cara nos livros para se aperfeiçoar em Simulação Computacional?

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Fabrício Leinat

Fundador do Clube do Projetista

Projetista e Gerente de Projetos, atuou em projetos na Alemanha, Irlanda, Itália e nos Estados Unidos. Especialista em Simulação Numérica, Cálculo Estrutural e Otimização de Projetos, atua com os softwares Ansys, Matlab, Kissoft, Mathcad, SolidWorks, SolidWorks Simulation, SolidWorks Flow Simulation, Mode Frontier, Creo Parametric, Autocad e Scilab.